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segunda-feira, 16 de março de 2020

Resenha: Galeria Clarke de Suspense e Mistério - Editora Wish
12:02:001 Comentários

Título: Galeria Clarke de Suspense e Mistério
Organizadora: Juliana Daglio
Editora: @editorawish
Número de páginas: 224
Minha classificação: 4,5★’s


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▶ Sobre a edição:

Neste livro, a Wish nos trouxe uma edição em capa dura impecável. Com direito a folhas grossinhas, apenas uma fonte em variados tamanhos e estilos para remeter ao modelo antigo de impressão de livros e claro, ilustrações incríveis e apavorantes de Harry Clarke.

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▶ Sobre a história:

Galeria Clarke de Suspense e Mistério conta com 15 histórias inspiradas nas obras de Harry Clarke. Estas que vão desde supostos delírios até cenas reais e macabras. Passando por diversas escritas de autores nacionais maravilhosos e, aparentemente, com cabeças recheadas de histórias assustadoras.


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▶ O que eu achei:


Galeria Clarke tem a fórmula perfeita para nos fazer devorar o livro e perder o sono à noite. Pois as histórias que habitam nestas páginas são chocantes, assustadoras e repletas de cenas asquerosas.

Mas, além de nos depararmos com o terror em seu estado bruto, também nos vemos imersos em uma espécie de terror psicológico. Pois não sabemos se o que está acontecendo é de fato real ou apenas um delírio da mente dos personagens. Será que nos deixamos enganar assim tão fácil? Ou... Será que a linha entre a loucura e a sanidade é mais tênue do que pensávamos? 

Apesar de todo o terror, também temos contos que retratam injustiças cometidas pela sociedade. Principalmente, o quanto nós, mulheres, somos menosprezadas desde o início dos tempos e o quanto temos lutado para conquistar nosso espaço e nossos sonhos.

Uma de minhas coisas favoritas em livros de contos, é descobrir como é a escrita de autores que até então me eram desconhecidos. Em Galeria Clarke, me deparei com textos impecáveis do início ao fim. Naturalmente, acabei me identificando mais alguns, seja pelo fato de a escrita ser mais direta ou pelos diálogos surreais que encontrei ao longo das páginas.

Meu único motivo para não ter avaliado este livro com 5 estrelas, foi o fato de que alguns contos foram muito confusos para mim, ou seja, praticamente não consegui me situar na história e nem entender as ações dos personagens.

Os contos que ganharam meu coração, foram Escalpo com sua brutalidade misturada, perfeitamente, com inocência infantil e Embate na Taberna que me fez rir horrores e ainda assim, ficar arrepiada com tamanha monstruosidade.

Quanto as obras de Harry Clarke... Bom, elas estão habitando meu coração trevoso desde que meus olhos as encontraram.

"A maior de todas as dores não advém das nossas vivências, dos nossos equívocos, não; ela surge de tudo aquilo que sonhamos e jamais realizamos."


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terça-feira, 10 de março de 2020

Resenha: Killer Clown: Retrato de Um Assassino - Terry Sullivan & Peter Maiken
12:02:000 Comentários



Título: Killer Clown: Retrato de Um Assassino
Autores: Terry Sullivan & Peter Maiken
Editora: @darksidebooks
Número de páginas: 432
Minha classificação: 4,5★’s


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▶ Sobre a edição:


Pra mim, o ponto principal desta edição é ter sido feita no mesmo modelo de Ted Bundy. São livros que abordam assuntos parecidos, então, nada mais justo do que as edições terem um certo padrão. Mas, as imagens escolhidas para fazer parte do livro também nos ajudam a ter uma noção melhor sobre os fatos, apesar de algumas nos assombrarem muito. Já a fonte continua igual aos outros livros da Caveira e o papel das páginas é mais grossinho. Ou seja, preparem seus marca-textos!

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▶ Sobre a história:


Por baixo da fachada de cidadão americano modelo, John Wayne Gacy era um dos assassinos em série mais sádicos de todos os tempo. Uma de suas faces era um empresário de sucesso, outra um palhaço que entretinha crianças em festas infantis e outra... Bom, esta poucos puderam ver. Era ela que mantinha segredos enterrados em sua casa de horrores.




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▶ O que eu achei:


Apesar de conhecer um pouco sobre os crimes de alguns assassinos em série, os de Gacy não me erram muito familiares. Talvez pelo fato de que passei boa parte desta então curta vida, odiando palhaços e os temendo. Mas, assim que li It, A Coisa me deparei com uma imensa vontade de conhecer mais sobre palhaços e lógico, Killer Clown estava na lista.

Antes de qualquer comentário acerca do livro, preciso dizer que pra mim não ficou claro o motivo pelo qual o apelidaram de "Palhaço Assassino". Claro, ele tinha alguns itens de palhaços em sua casa e também representava um em festas infantis, mas só. Não consigo encontrar uma ligação tão forte disto com os crimes, o que justificaria o apelido. Então, preciso alertá-los de que essa não é propriamente uma história sobre um palhaço que comete crimes enquanto palhaço.


Dito isto, vamos para as minhas considerações.


Bom, meia dúzia de capítulos já foram o suficiente para despertar o meu mais profundo nojo. Este é realmente um livro para quem tem estômago forte ou que não se importa em fazer pausas para respirar fundo e beber um copo d'água.


"Senti um frio na espinha quando a cadela subiu no lado dos passageiro e se deitou no assento. De acordo com seu tratador, aquela era a 'reação de morte'"

Mas, uma dor de cabeça que não temos é quanto a linha do tempo. Em Killer Clown, começamos do começo, sem flashs do futuro. Claro, temos alguns comentários sobre o passado de Wayne, mas somente para que possamos nos situar no presente estipulado pelo livro. Se você, assim como eu, não conhece muito sobre estes crimes é lógico que vai ser pego pela ansiedade vez ou outra. Mas ainda assim é um jeito melhor de compreender o que está acontecendo e até mesmo ir descobrindo pistas junto com os policiais. E, surpreendentemente, o ritmo de leitura se tornou razoavelmente rápido apesar de algumas partes serem muito densas.


Aliás, os policiais foram o meu maior drama durante esta leitura. Primeiro, tudo o que eles faziam me irritava, já que pareciam estar tratando o assassino como um cidadão comum ou até mesmo um amigo. Depois, eles pareciam estar a um passo atrás pois simplesmente não olhavam na direção certa, ou estavam distraídos demais conversando ou com um mini game em mãos. Mas, no final, entendi que eles eram pessoas e nós não somos invencíveis. Eles estavam em meio à investigação mais importante de suas carreiras e ao mesmo tempo, presenciavam coisas aterrorizantes. Talvez se não fossem as conversas, piadas, jogos e cervejas, muitos teriam enlouquecido em meio à tudo aquilo.


"Mergulhado na água quente e calmante, o policial se desmanchou em lágrimas. Chorou compulsivamente por dez minutos. E não foi o único."

Também não podemos esquecer que, apesar de vários garotos já estarem desaparecidos, a investigação em si só começou quando estes mesmos policiais ouviram uma mãe e não mediram esforços para encontrar seu filho.


No entanto, apesar de não ser uma Juíza, muito menos um Ser Divino, acredito que a condenação foi muito rápida. Entendo a pressa em resolver o caso e condenar um monstro, mas assim algumas respostas morreram com ele. As pinceladas de fatos atuais que os autores dão no fim do livro só reforçam isso, pois algumas coisas viraram um mistério eterno. Lugares suspeitos, corpos não identificados, famílias sem notícias de seus filhos, etc. Confesso que isso me deixou bem chocada, pois me fez perceber o tamanho do estrago que este homem fez no mundo e na vida de tantas pessoas.


Aliás, fiquei com a sensação de que a casa de Wayne passou a atrair desastres e mortes, também por incidentes mencionados pelo autores. Isso, juntamente com algumas fotografias do livro, são coisas que irão me assombrar para sempre. Pois tudo é de uma crueldade absurda. O próprio John não demonstrava remorso nenhum e ainda por cima,  tentava manipular a justiça alegando uma doença que claramente não possuía. Mas para nosso alívio, ninguém mais caiu em suas mentiras e ele foi julgado e condenado.






As informações sobre o funcionamento da lei em Chicago, são impecáveis. A forma como Terry conseguiu nos explicar fatores extremamente complicados e tramites piores ainda, é incrível e super necessária. Pois assim conseguimos entender como de fato o réu foi julgado, o que pôde ser levado em consideração ou não. Sem falar que nos mostrou o quanto os policiais trabalharam durante e depois de tudo isso.


Bom, sinto que não posso falar muito sobre John Wayne Gacy, pois acabaria dando spoiler do livro para quem ainda não conhece muito sobre. O que posso adiantar é que ele é o famoso bom moço, de quem ninguém desconfia, de quem todos adoram. Ou seja, a pessoa acima de qualquer suspeitas... Isso até alguém fazer as ligações certas e revelar o monstro que residia nas paredes, nas escadas, na garagem e no porão da West Summerdale Avenue, 8213.


"Um homem não precisa ser um monstro de olhos esbugalhados para ser mentalmente insano. Pode estar no meio de nós, e esse é o tipo mais perigoso."

Minhas 5 estrelas só não foram dadas para este livro pois acredito que os autores deixaram escapar muitas coisas sobre o desfecho do caso e também sobre a vida do John. Entendo que foi preciso resumir algumas partes e até mesmo retirar outras, mas eu, particularmente, gosto de ver a face do serial killer e com isso digo ver muitas informações sobre sua vida no passado e até o momento em que foi descoberto. Na verdade, Killer Clown é um livro sobre os policiais e sua investigação sobre o caso. Talvez eu tenha ido com expectativas diferentes pois o livro me foi vendido de outra forma. Então, fica aqui meu outro aviso para evitar visões controversas sobre o livro.


"... era talvez a compreensão do mal que havíamos revelado que nos desanimava mais que tudo. Nem mesmo o triunfo da prisão parecia atenuar aquela violência emocional."



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sexta-feira, 6 de março de 2020

Resenha: Bom dia, Verônica - Raphael Montes & Ilana Casoy
16:07:000 Comentários

Título: Bom dia, Verônica
Autores: Raphael Montes & Ilana Casoy
Editora: @darksidebooks
Número de páginas: 256
Minha classificação: 3,5★’s


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▶ Sobre a edição:

Bom dia, Verônica possui duas edição, porém, a minha é a que foi publicada ano passado. Então, sobre ela, posso dizer que a diagramação está lindíssima e a ideia de acrescentar uma luva simulando uma caixa foi perfeita. As únicas coisas que não curti muito foram as páginas serem super fininhas e a capa branca. Mas quanto a capa, é apenas um gosto pessoal.

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▶ Sobre a história:
A rotina de Verônica Torres, uma escrivã de policia, era pacata até ela presenciar um suicídio e uma ligação anônima de alguém pedindo socorro. Sem pensar duas vezes, ela decide investigar o caso por conta própria, mas, acaba descobrindo que estes misteriosos casos escondem coisas que ela jamais poderia imaginar.



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▶ Sobre os personagens:

Verônica conquistou minha antipatia logo nas primeira páginas. Simplesmente por ser aquele tipo de "heroína" atrapada, que não sabe o que está fazendo e sua principal motivação é ela mesmo, justamente quando à vidas em jogo.
Os outros personagens também me decepcionaram um pouco, pois quase todos são super rasos e muito confusos e hipócritas em suas escolhas e/ou ações.

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▶ O que eu achei:


Minhas expectativas para este livro já eram bem altas quando alimentadas só pela premissa. Depois que descobri que era uma história de Ilana Casoy com Raphael Montes... Bom, elas foram parar nas alturas.

No entanto, a experiência não foi assim tão incrível.

A quantidade de cenas inacabadas, abandonadas do nada, foi algo que me incomodou bastante. Assim como informações que simplesmente não batiam ou não se encaixavam em contexto nenhum.

Acredito que os autores inseriram elementos incríveis, que poderiam ter sido explorados de mil formas, mas que acabaram ficando esquecido durante a trama. Sinceramente, isso é algo que me deixa mega triste, pois ver os autores com o garfo e a faca na mão, mas sem usá-los me parece um imenso desperdício.

Outro fato é que quando detestamos a protagonista, se torna muito difícil gostarmos de uma história onde seu ponto de vista é predominante. Verônica e eu realmente não nos demos bem. Em parte por sua hipocrisia e em parte por seu egoísmo. Ela definitivamente, não é nossa heroína.

Cheguei a criar algumas teorias sobre isto, mas como só tive 1% de confirmação durante a leitura, é algo que vou deixar para a resenha do próximo livro. Que aliás, tem me feito criar expectativas novamente. Pois se os autores realmente seguirem uma outra linha, como foi prometido no epílogo, e abordarem com mais calma assuntos que apareceram nesse livro, acredito que será uma grande história.

Não mudaria minha opinião sobre este primeiro livro, mas justificaria algumas coisas e se tornaria tranquilo ler um livro não tão bom assim, que ficaria visto como uma introdução, para chegar a algo mais concreto e assustador.

Quando à série que será produzida por dona Netflix, posso dizer que estou esperando maravilhas haha. Verônica é uma grande personagem, com um baita potência. Só acredito que ela foi trabalha de uma forma confusa no livro, que assumiu lugares que não condizem com sua personalidade e os indícios contrários foram muito fracos. Porém, acho que como streaming as coisas ficaram bem mais claras e veremos sua verdadeira face.



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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Resenha: Ascensão - Stephen King
14:29:000 Comentários


Título: Ascensão
Autor: Stephen King
Editora: @editorasuma 
Número de páginas: 124
Minha classificação: 4,5★’s

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▶ Sobre a edição:

Ascensão, com certeza, precisa de um comentário especial sobre esta edição que simplesmente foge dos padrões da grande maioria dos livros do mestre SK. As dimensões são menores! Se você, que nem eu, gosta de manter seus Kings juntinhos na estante... Sim, Ascensão vai destoar bastante. A dica é colocar ele perto de O Instituto para, pelo menos, gerar um pouco de harmonia entre os tons haha.

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▶ Sobre a história:

Misteriosamente, Scott Carey está perdendo peso em um ritmo descontrolado. No entanto, os números só mudam na balança pois seu corpo permanece igual, não importa o que ele coma. Como não consegue descobrir as respostas de que precisa, ele decide não se preocupar com o futuro e sim com outras questões que o rodeiam. Como, por exemplo, o preconceito que suas vizinhas - um casal homoafetivo - têm sofrido de parte da população de Castle Rock.


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▶ Sobre os personagens:

Apesar de alguns pontos sobre a vida dos personagens ter me deixado com interrogações na mente, me comprometi a não julgar isso com tanta veemência. Acredito que Ascensão tenha um objetivo diferente de outras obras do Mestre. Aqui a intenção não é focar nos personagens e sim em um contexto e em uma parte da população. Ou seja, não conhecemos muito sobre a história dos personagens, mas sim os observamos no momento atual de suas vidas.

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▶ O que eu achei:

Ascensão é a prova de que, Stephen King, consegue colocar fogo no planeta inteiro enquanto prende nossa atenção em uma de suas histórias.

Devorei esse livro em apenas um dia, mas a história me acompanhou por várias e várias semanas. Não foi fácil me desprender da sensação de ter o coração esmagadinho e parar de pensar no que aconteceu com os personagens depois que o livro acabou. Claro, nos dizem que a história acaba quando o livro acaba, mas pra mim, os personagens continuam existindo em algum lugar misterioso.

Bom, neste livro, SK não nos dá nenhuma explicação ou base que possa servir de teoria quanto à alguns fenômenos bizarros. Mas, surpreendentemente isso não me incomodou ao passar das páginas. É um ponto importante e super relevante, mas quando concluímos a leitura percebemos que o foco da história é totalmente outro.

Temos Scott, nosso personagem principal e um dos frutos de uma sociedade machista e homofóbica. Ele nos mostra como é ter a semente do pré-conceito plantada dentro de sua cabeça desde sempre e ensinado a nunca questionar, a nunca olhar o outro lado da moeda.

No entanto, acredito que ele não seja uma pessoa ruim. Ele não é capaz de agredir alguém (verbalmente ou fisicamente) usando como justificativa seu gênero ou orientação sexual. E, assim que temos o delicioso momento do questionamento de tais ações da sociedade, Scott se mostra uma pessoa totalmente diferente.

Utilizar um personagem hétero, branco e obviamente privilegiado para mostrar a realidade de um casal homoafetivo parece a fórmula perfeita para o desastre... Bom, não em Ascensão. Em determinado momento, percebermos que a história principal gira em torno do casal e que Scott, é a ponte para conseguirmos um diálogo com determinadas pessoas. 

Sei que a maioria de nós quer ensinar as coisas enquanto chocamos as pessoas com nossas estáticas e dados. Alguns só aprendem assim mesmo. Mas outros só aprendem quando abrandamos o tom da fala. Ascensão é para essas pessoas. 

Poderia ter sido uma história mais intensa? Acho que sim, mas ao mesmo tempo acho que não. Ascensão é um livro pra nos fazer curtir a viagem e aprender algo. É uma conversa rápida e leve, que nos mostra outras realidades e o valor da amizade.

Confesso que a sinopse e as resenhas que li desse livro, não me prometeram tanto assim. Então, acabei indo sem muita expectativa, mas, a trama conseguiu me transmitir uma mensagem muito legal e super importante para os dias atuais.


"Por que se sentir mal sobre  algo impossível de mudar? Por que não apenas aceitar?"


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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Resenha: A Chama de Ember - Colleen Houck
12:08:000 Comentários

Título: A Chama de Ember
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 329
Minha classificação: 4,5★’s

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▶ Sobre a história:

Ainda humano, Jack fez um pacto com um demônio para salvar sua cidadezinha de uma maldição. Agora, anos depois, ele continua a cumprir sua parte no acordo sendo o responsável por vigiar alguns dos portais que dão acesso ao reino mágico.
Jack sempre foi o Lanterna mais confiável e responsável... Bom, pelo menos até conhecer Ember.
Ember é uma jovem bruxa que, após descobrir a existência de outro mundo, faz de tudo para enganar Jack e conseguir atravessar o portal. Quando ela finalmente consegue, ele não se vê com outra escolha se não abandonar seu posto e correr para salvar Ember.


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▶ Sobre os personagens:

Ember é a nossa protagonista e, na minha opinião, Colleen não poderia ter construído uma personagem melhor! Ela é forte, corajosa, ousada, confiante, teimosa na medida certa e uma das bruxas mais inteligentes que já conheci. Se Ember quer algo, ela aprende ou descobre como fazer. Não há homem no mundo que lhe coloque limites.
Jack, por sua vez, também é incrível e diferente de muitos homens da história, pois apesar de todo medo de que Ember se machuque, ainda consegue perceber o que é certo e o que é errado.
Bom, eu poderia ficar horas falando sobre todos os personagens, pois a qualidade da construção de cada um deles é fantástica. De modo geral, posso dizer que a Colleen fez um trabalho espetacular criando histórias incríveis e únicas para cada um deles. Sem falar das críticas sociais que ela inseriu ao longo das páginas. Pois temos personagens que são emocionalmente manipulados por outros, personagens que procuram outros para curar suas feridas emocionais, personagens capazes cometer atos perversos e que dizem fazer tais coisas em nome do amor.


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▶ O que eu achei:

Colleen pisou no meu coração com estilo!

No início da leitura, algumas coisas me deixaram super confusa e ativaram alguns pré-conceitos que ainda possuo. Mas, ainda bem que isso não foi o fator de peso na decisão de continuar a leitura ou não. Pois se eu tivesse decidido parar, teria perdido a oportunidade de conhecer um universo fantástico.

A Chama de Ember nos dá uma nova visão para a lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, mas ao mesmo tempo nos mostra histórias de bruxas maravilhosas que, mais uma vez, foram injustiçadas e taxadas como algo maligno. Aliás, conhecer a visão de diversos personagens contribui e muito para que consigamos distinguir o certo e o errado. Coisas que, com apenas uma visão, pareciam normais se tornam surreais quando ouvimos o outro lado da história.

Apesar de termos pontos sérios e super relevantes, também temos momentos de descontração. Dei muitas risadas ao longo desta leitura, principalmente com elementos únicos e super fofos. Mas, ao mesmo tempo sofri horrores com alguns personagens e suas histórias, o que claramente só me fez admirá-los ainda mais.

Sim, temos histórias de amor neste livro. Mas te garanto que não são as famigeradas "água com açúcar", o que não é necessariamente ruim, na verdade só depende do seu gosto. Porém, neste universo criado pela Colleen, temos histórias avassaladoras. Histórias de tirar o fôlego, de tirar o nosso sono pois não conseguimos parar de pensar nelas e no que os personagens devem ter sentido.

Já a escrita da autora é algo apenas maravilhoso! Colleen nos prender em um ritmo de leitura surreal, principalmente por toda ação  que há no livro e todas as inúmeras reviravoltas na trama. Sem falar de sua capacidade espetacular em criar diálogos inspiradores e arrepiantes. Com uma frase curta, ela é capaz de quebrar ou colar cada pedacinho de nossos corações.

A  autora também consegue inserir detalhes e explicações de uma forma tão leve e gostosa que nem percebemos o gancho, as coisas simplesmente se conectam automaticamente  em nossas cabeças. E claro, Colleen nos faz de trouxa ao direcionar a história pra um ponto e após uma reviravolta gigantesca, encaixar todas as peças nos mostrando que estávamos complemente errados em absolutamente todas as teorias que criamos.

"Se é tão impecável assim, por que não 5 estrelas?"

Simples, a autora construiu ganchos maravilhosos para um segundo livro, coisas  gigantescas que com certeza renderiam muito  mas nos dois últimos capítulos, resolveu amarrar todas as pontas dando conclusões  bobas e sem sentido nenhum.

O universo criado por ela é, definitivamente, muito rico para ser explorado em apenas um livro. Tantas coisas que foram citadas brevemente e que me deixaram ansiosíssima pra  conhecer mais sobre, simplesmente não vão existir. Sim, a autora deixou claro que seria um  volume único.

Também fiquei chateada com a rapidez do desfecho, em um piscar de olhos tudo foi resolvido. Faltou voz aos personagens, o que daria sentimento ao final e não o deixaria assim tão frio e forçado. 

Pra mim, ficou claro que a Colleen queria concluir o livro logo e que a história se prolongou demais perto do que ela talvez teria planejado. Mas, preferia mil vezes um final aberto do que algo assim. Ainda é um livro incrível e eu super vou recomendar pra todos os meus amigos, mas, já alertando pra não criarem tantas expectativas com o final. 


"As criaturas com que você mais precisa tomar cuidado são as que se parecem com você... As que tem aparência humana."

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Resenha: Princesa das Cinzas - Laura Sebastian
12:00:000 Comentários

Título: Princesa Das Cinzas
Autora: Laura Sebastian
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 348
Minha classificação: 5★’s

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▶ Sobre a edição:

Sou um pouco suspeita à falar simplesmente porque amo esses tons mais roxos, porém, ainda assim digo com toda certeza que essa capa é uma das mais bonitas da minha estante. A textura dela é algo parecido com o famigerado soft touch, mas com o diferencial de não manchar tanto assim e ser um pouco mais macia.
Já a diagramação em si é algo bem básico, mas no nível bom haha. A fonte é de um tamanho bem okay e as páginas são amareladas. 
A única coisa que poderia, na minha opinião, ser um pouco mais bonito, são os mapas.

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▶ Sobre a história:

Theodosia ainda era criança quando um rei bárbaro invadiu seu reino, matou sua mãe diante de seus olhos e fez dela e seu povo de escravos.
Depois de anos vivendo como prisioneira, sendo agredida e humilhada, Theo enfim percebe que não está sozinha e que a única alternativa é lutar pelo seu reino e pelo seu povo, que sofre atrocidades enquanto o rei a expõe como um troféu coberto de cinzas.


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▶ Sobre os personagens:

Theodosia é nossa personagem principal, a rainha de um povo sem reino. Durante as páginas a vemos sendo humilhada, ferida fisicamente e sendo tratada praticamente como um bichinho de estimação. No início, confesso que até fiquei um tanto quanto revoltada por vê-la tão submissa. Mas, depois de conhecer e entender todos os seus motivos para ser assim, tive que voltar atras em minha opinião. Pois me colocando no lugar dela, não havia outra coisa a fazer. No entanto, com o amadurecer da história a autora também o quão forte e inteligente nossa Theo pode ser.


A construção dos outros personagens também se torna um ponto positivo, pois suas dores e histórias não são colocadas de lado para dar espaço a protagonista. A autora faz questão de nos contar diversos detalhes de seus passados, o que contribui muito para que possamos entender tudo o que de fato sofrem nas mãos do rei.


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▶ O que eu achei:

Princesa das Cinzas é um livro forte. Um livro que nos mostra a dor e a luta de um povo que foi roubado, subjugado e humilhado por um tirano. O que, infelizmente, torna possível fazermos um paralelo entre os tempos atuais.

Me considero uma pessoa que não se emociona facilmente, mas com a carga emocional que essa história transmite foi impossível não chorar incontáveis vezes. Sem falar de todos os "infartos" que tive durante a leitura, pois ficamos com o medo constante de que algo ruim irá acontecer. Torcemos para que a Theo inicie uma revolução, mas ao mesmo tempo tememos por sua segurança.


Pra mim, esse primeiro livro resume perfeitamente o fato de que o mal, literalmente, destrói tudo que toca. Que a ganancia é capaz de destruir um povo inteiro, de diversas formas. Pois aqui, há coisas que podem ser piores do que a morte.


Com uma escrita espetacularmente empolgante e intensa, a autora nos faz devorar o livro ao mesmo tempo que enchemos nossa mente de teorias. Bom, as coisas precisam mudar, esse é um fato. Mas quem enfrentara o rei? De onde a revolução vira? E como fazer isso sem que ninguém saiba? E as pessoas que parecem estar do seu lado, será que realmente estão? Será tudo obra desse rei sádico?

Em um mero piscar de olhos pensei em todas estas perguntas, então imaginem o que é estar lendo o livro haha. Alguns questionamentos, claro, não posso compartilhar com vocês por motivos de spoiler. Mas deixo aqui um gostinho do que fica subentendido na premissa do livro: Estamos falando de um universo onde existe magia.

E também um pouco de amor, sejamos sinceros. Temos uma pitada de triangulo amoroso, mas naquele estilo tenso que nos faz questionar nossa própria sanidade mental ao colocar certas coisas na balança.

Posso dizer que o desfecho desse primeiro livro me deixou de queixo caído e algumas das pontas soltas me permitiram criar teorias bizarras, das quais eu tenho quase certeza que apareceram no próximo livro. Aliás, fica aqui meu pedido desesperado para que a Arqueiro publique os próximos volumes o quanto antes.

Princesa das Cinzas foi meu livro favorito de Janeiro e, com certeza, o recomendo com todas as minhas forças. Você não vai conseguir fazer outra coisa antes de terminá-lo. E quando terminar, só pensará em ter o próximo em mãos para devorar também.


"Suponho que seja fácil sentir-se à vontade em um mundo no qual você esta por cima. É fácil não notar aqueles em cujas costas você pisa para se manter no alto. Eles não são nem vistos."




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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Resenha: Não Conte a Ninguém - Harlan Coben
12:00:000 Comentários

Título: Não Conte a Ninguém
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 256
Minha classificação: 3★’s

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▶ Sobre a história:

Elizabeth e David eram aquele famigerado casal que se conheceu ainda nos tempos de escola e ao contrário do que muitos esperavam, não se separaram após a formatura.
Um dos rituais do casal, é retornar, anualmente, ao antigo sítio dos país de David para acrescentar, em uma árvore com suas iniciais, mais uma barra sinalizando mais um ano juntos. Porém, da última vez as coisas saíram do controle... Elizabeth foi sequestrada e David levou uma pancada na cabeça que o fez perder os sentidos momentaneamente. 
De uma forma misteriosa, David conseguiu pedir socorro, mas dias depois o corpo de Elizabeth é encontrado e a morte é atribuída à um famoso Serial Killer.
Anos mais tarde, David recebe um misterioso e-mail com um link para acessar as imagens de uma câmera de segurança, em um horário especifico. Na imagem, ele vê Elizabeth ainda viva.


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▶ O que eu achei:

É, não rolou de novo Harlan Coben.

Confesso que pela premissa, já achei que não gostaria tanto assim da história. Em thriller's, estar em um lago remoto durante a noite já é indício o suficiente de que algo dará errado. Mas, contrariando meus instintos, resolvi arriscar.

O início parecia muito promissor, mas, eis que me decepcionei novamente. Depois das primeiras páginas, comecei a ter a sensação de já ter lido/assistido algo muito parecido com a trama do livro. Infelizmente, nenhum ponto foi capaz de me surpreender e comparando os três livros do autor que já li, a sensação de repetição ficou ainda mais forte.

Parece que uma das características do Harlan, é trazer alguém do passado de volta à vida do protagonista. Sem falar que nos três títulos que li, encontrei pelo menos uma pitada de  conspiração ou falas sobre o governo.

Okay, em apenas um livro eu teria adorado isso, tanto que Até o Fim ganhou minhas 5 estrelas e me fez criar muitas expectativas. Mas, ler três livros que seguem a mesma fórmula acabou se tornando um pouco cansativo.

Por ter um Serial Killer na história, eu também esperava que essa parte fosse um pouco mais explorada. O que claramente não aconteceu e me fez ficar tipo "tanto potencial desperdiçado" haha.


Ainda acho que a escrita do Harlan é fantástica e ele conseguiu me fazer marcar várias falas do personagem principal, pois super me identifiquei com ele. Mas a história de maneira geral, só me fez questionar se o autor realmente escreve pra mim.



"... na dúvida, convém ter a mente aberta."



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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Resenha: A Corrente - Adrian McKinty
12:02:000 Comentários

Título: A Corrente
Autora: Adrian McKinty
Editora: @grupoeditorialrecord
Número de páginas: 378
Minha classificação: 5★’s

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▶Sobre a história:


Imagine que você tem uma filha e em determinado dia, ela sai para ir para a escola e desaparece. Mas antes que você perceba que ela não retornou após o fim das aulas, seu celular toca. Um número desconhecido. Uma voz alterada por algum programa hacker lhe informa que sua filha foi sequestrada. Para salvá-la você precisa conseguir uma quantia em dinheiro, mas para resgatá-la precisará sequestrar outra criança e dar seguimento à Corrente.



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▶Sobre os personagens:


Rachel é nossa personagem principal e também responsável por transmitir toda carga emocional da  história. Ao longo das páginas, vamos nos deparando com uma mãe capaz de fazer tudo por sua filha e uma mulher forte, capaz de enfrentar um câncer em meio à um furacão.
Em vários momentos fiquei chocada com a coragem da Rachel e apesar de tudo, foi  incrível acompanhá-la neste thriller arrepiante e ao final do livro, descobrir que ela se tornou uma das minhas personagens favoritas simplesmente por ser real.



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▶O que eu achei:


Depois de todo burburinho ao redor deste livro, tratei de esperar a poeira baixar e lê-lo quando as minhas expectativas também baixassem. Porém, desta vez Stephen King não nos mentiu, pois A Corrente é realmente tudo que promete ser.

Com uma escrita leve e instigante, o autor nos faz devorar o livro em um piscar de olhos. Sem mencionar minhas noites repletas de insônia quando a história simplesmente se recusava a sair da minha cabeça. Pois é realmente uma história única. Você pode ter lido uma história sobre uma Corrente, mas aposto que nunca leu uma como esta.

Durante a leitura, praticamente rói os ossinhos por tanto suspense e pela sensação constante de que algo daria errado à qualquer momento. O fato de o autor usar as redes sociais em suas críticas sociais só fortaleceu esse pensamento. Pois a verdade é que as redes nos tornaram transparentes em um nível assustador e perigoso. Não sabemos com quem estamos nos comunicando, não sabemos quem está nos assistindo... E nem todas as pessoas são boas e confiáveis. 

Sim, eu descobri quem eram os idealizadores da Corrente assim que eles apareceram na trama. Mas, isso não fez o final deixar de ser impecável aos meus olhos. Pois saber um nome, não é o mesmo que saber os motivos e histórias pessoais. Essa parte só foi revelada no final, então, as duvidas e teorias se acumularam aos montes até lá.

Apesar de ser um thriller, o desfecho conseguiu me fazer sentir aquele calorzinho no coração e nutrir esperanças de que, em algumas situação, o mal pode sim ser derrotado.


"A gente acredita nas pessoas até ver o que elas são de verdade."




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