Profundez: #ResenhasDaHobb
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

RESENHA: A Volta do Parafuso - Henry James
00:04:000 Comentários

 




《 #ResenhasDaHobb 》


Título: A Volta do Parafuso
Autor: Henry James
Editora: Novo Século
Número de páginas: 288
Minha classificação: 4★’s

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▶ Sobre a história:

Uma nova governanta é contratada para cuidar de Flora e de seu irmão mais velho, Miles. No entanto, ela precisa se aventurar através da misteriosa Mansão Bly, uma propriedade isolada e que conta com poucos funcionários.
A primeira vista, parece um trabalho tranquilo e satisfatório. Porém, coisas estranhas começam acontecer na propriedade, segredos veem à superfície e a governanta se vê presa na missão de proteger as crianças sob suas responsabilidade.




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▶ O que eu achei:

Na maioria das vezes, precisamos ler o livro para compreender a adaptação dele... Neste caso, eu diria que precisamos assistir a adaptação para compreender o livro.

Não é segredo pra ninguém que a série A Maldição da Mansão Bly é uma das minhas favoritas, então, é claro que me joguei com altas expectativas na leitura deste livro que serviu de inspiração para a série.

Bom, a linguagem utilizada neste livro é um pouco complexa (o que faz todo sentido quando descobrimos que ele foi escrito em 1898) e as cenas não se conectam completamente. Ou seja, muitas vezes ficamos com a sensação de que algo simplesmente foi interrompido e deixado de lado.



A história em si, deixa muitas brechas que devem ser preenchidas com nossa própria imaginação e teorias acerca dos acontecimentos.

Conseguimos perceber a base que foi utilizada para a adaptação desse obra mas, na minha opinião, a séria é bem mais complexa e enriquecedora do que o livro.

Claro, um não poderia existir sem o outro mas, o trabalho de adaptação soube lapidar essa história tão bem que, pra mim, se tornou melhor do que a obra original. Tanto que, como podem ver, para mim é impossível falar de um sem citar o outro haha.

Em resumo, é um bom livro pois ele nos faz embarcar em teorias pessoais e cria uma atmosfera misteriosa e assustadora. Mas, super recomendo que você assista a série para conseguir as respostas que o livro não nos entrega.


"Quanto mais avanço, mais vejo, e, quanto mais vejo, mais temo. Não sei o que não veja – o que não tema!"





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segunda-feira, 29 de novembro de 2021

RESENHA: Biblioteca Gaiman Vol. 1 - Neil Gaiman
00:11:000 Comentários

 


《 #ResenhasDaHobb 》


Título: Biblioteca Gaiman Vol. 1
Autor: Neil Gaiman
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 288
Minha classificação: 4,5 ★’s

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▶ Sobre a história:

Em Biblioteca Gaiman, encontramos um autor que tem como seu conselheiro literário, um corvo. Mais a frente, um misterioso gato preto cruza nossos caminhos e uma coruja é capaz de despertar demônios terrestres.
Adiante, um estranho lhe pede um cigarro e como pagamento, lhe conta como se deu o primeiro assassinato do mundo.
De repente, viramos atrações em um circo estranho, macabro e um tanto quanto feroz. Por fim, observamos um Arlequim presentear sua amada com o presente mais sanguinolento possível.



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▶ O que eu achei:

É incrível como Neil Gaiman sempre faz com que eu me sinta em casa e, ao mesmo tempo, me dá licença poética para que eu possa me aventurar nos mais fantásticos e sombrios universos.

Neste primeiro volume, temos 5 histórias assustadoras e misteriosas. Entre ela, posso facilmente citar minhas 3 favoritas:

- Filha das Corujas
Esta me chocou com tamanha brutalidade vinda por parte daqueles que se consideram "humanos".

- Mistérios Divinos
Uma história que simplesmente me fez mergulhar de cabeça em sua trama e que me proporcionou reflexões muito importantes à cerca do "bem" e do "mal".

- A verdade Sobre o Desaparecimento da Srta. Finch
Então, esta foi a história que me fez viajar ainda mais. Um circo de horrores repleto de mistérios, criaturas medonhas e atrações de tirar o fôlego. Aqui, eu jamais gostaria de ter um desejo realizado haha.



Em Biblioteca Gaiman, me deparei com história maravilhosas e com o bônus de encontrar ilustrações incríveis. Cada uma das obras parece de fato combinar com um artista diferente e com seus traços únicos. Assim, seria impossível imaginar outros traços diferentes do que temos nesta coletânea.

Capa dura, fitilho, detalhes metalizados e conteúdo extra... É, realmente impossível não agradar os fãs do autor haha. Ou seja, já aproveito para dizer aqui, que estou esperando ansiosamente o volume 2 desta magnifica coletânea.

"Talvez Saracael tenha sido o primeiro a amar, mas Lúcifer foi o primeiro a verter lágrimas"



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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

RESENHA: O Exorcismo da Minha Melhor Amiga - Grady Hendrix
00:15:000 Comentários

 


《 #ResenhasDaHobb 》


Título: O Exorcismo da Minha Melhor Amiga
Autor: Grady Hendrix
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Minha classificação: 5 ★’s

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▶ Sobre a história:

Abby e Gretchen são melhores amigas... Bom, pelo menos até Gretchen desaparecer - no verão de 1988 - e reaparecer se comportando de forma bizarra. A partir disso, coisas estranhas acontecem ao redor de Gretchen e sua amizade com Abby acaba se abalando.
Na busca por respostas e por ajudar sua melhor amiga, Abby descobre que o próprio diabo pode estar envolvido nisso tudo.



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▶ O que eu achei:

Temos um favorito do ano aka vida! O Exorcismo da Minha Melhor Amiga me arrancou lágrimas e sorrisos durante a trama e com altas doses de amizade e exorcismo, conquistou meu coração sombrio de vez.

Esse livro é simplesmente tudo o que eu precisava ler. Aquele tipo de história que quando lemos, nos damos conta de que estávamos esperando por ela durante toda a nossa vida de leitor haha.

Abby e Gretchen me ensinaram muito sobre o real significado de amizade e também, me fizeram lembrar de minha infância/adolescência e de todas as amizades incríveis que tive naqueles tempos. Porém, confesso que fiquei com um pouquinho de inveja das duas e que, se fosse possível, adoraria entrar nesse livro e me tornar amiga das duas.



Em poucas páginas, temos vários acontecimentos e histórias paralelas que se conectam de forma incrível. Alguns ganchos ficam nas entrelinhas, então, é bom prestar bastante atenção nas cenas que parecem bizarras.

Tem cena de exorcismo, óbvio. Se você já está familiarizade com esse tipo de cena, provavelmente vai entender o que o autor quis passar. Caso contrário, devo alertar que há a possibilidade de que você acabe achando um pouquinho "blé" o desfecho.

E por falar em desfecho... O final foi absolutamente tudo pra mim! Amei que o autor não caiu no famigerado clichê e que guiou essa história maravilhosa para um final arrebatador.

"Como se decide que não se quer mais uma amizade? Como se joga fora pessoas que conhece há anos?"



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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

RESENHA: O Homem da Forca - Shirley Jackson
00:19:000 Comentários

 


《 #ResenhasDaHobb 》


Título: O Homem da Forca
Autores: Shirley Jackson
Editora: Alfaguara
Número de páginas: 224
Minha classificação: 4 ★’s

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▶ Sobre a história:

Natalie Waite, filha de um importante escritor, só pensa em sair da casa dos pais para enfim alçar voos na faculdade. Porém, após alguns meses no campus ela percebe que as coisas são muito diferentes do que pensava e que a tão sonhada felicidade, não pode ser alcançada.
Em determinado ponto, as certezas de Natalie desaparecem e à vemos transitando entre a realidade e uma sombria alucinação.

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▶ O que eu achei:

O Homem da Forca é um dos livros mais pessoais que já li. Digo isso baseado no ponto de que, Shirley Jackson parece ter levado ao pé da letra o fato de que cada leitor cria uma percepção diferente sobre uma mesma história.


Para mim, Natalie é uma garota que passou por um enorme trauma e que encontrou refúgio em sua mente fantasiosa. Porém, para você ela pode ser outra pessoa totalmente diferente.

O que Shirley faz, é nos jogar dentro da cabeça da protagonista. Tanto que, em determinados momentos os parágrafos não fazem sentido nenhum e parecem não se conectar com o restante da história. Para mim, a autora quis que o leitor participasse assiduamente da trama. Nós é que escolhemos o rumo da história, o que é realidade e o que é fantasia.

A linguagem foi extremamente difícil e o ritmo de leitura igualmente. Porém, conclui o livro com a sensação de que fui surpreendida pela autora mais uma vez. Pois, a cada frase, ela exigiu que eu me desprendesse da realidade um pouco mais.

No geral, foi uma leitura incrível apesar de complexa. Me deixou com a sensação de que Shirley Jackson era genial demais para a sua época e até mesmo para a atualidade. É como se ela estivesse anos luz à frente de nós.

Com certeza é um dos livros que quero manter na minha estante e que pretendo reler no futuro, para assim incluir novas percepções em minhas anotações e assim, comparar duas fases minhas completamente diferentes.

"... se estava sonhando seu quarto e suas palavras, poderia muito bem estar sonhando seu mundo."


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segunda-feira, 16 de março de 2020

Resenha: Galeria Clarke de Suspense e Mistério - Editora Wish
12:02:001 Comentários

Título: Galeria Clarke de Suspense e Mistério
Organizadora: Juliana Daglio
Editora: @editorawish
Número de páginas: 224
Minha classificação: 4,5★’s


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▶ Sobre a edição:

Neste livro, a Wish nos trouxe uma edição em capa dura impecável. Com direito a folhas grossinhas, apenas uma fonte em variados tamanhos e estilos para remeter ao modelo antigo de impressão de livros e claro, ilustrações incríveis e apavorantes de Harry Clarke.

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▶ Sobre a história:

Galeria Clarke de Suspense e Mistério conta com 15 histórias inspiradas nas obras de Harry Clarke. Estas que vão desde supostos delírios até cenas reais e macabras. Passando por diversas escritas de autores nacionais maravilhosos e, aparentemente, com cabeças recheadas de histórias assustadoras.


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▶ O que eu achei:


Galeria Clarke tem a fórmula perfeita para nos fazer devorar o livro e perder o sono à noite. Pois as histórias que habitam nestas páginas são chocantes, assustadoras e repletas de cenas asquerosas.

Mas, além de nos depararmos com o terror em seu estado bruto, também nos vemos imersos em uma espécie de terror psicológico. Pois não sabemos se o que está acontecendo é de fato real ou apenas um delírio da mente dos personagens. Será que nos deixamos enganar assim tão fácil? Ou... Será que a linha entre a loucura e a sanidade é mais tênue do que pensávamos? 

Apesar de todo o terror, também temos contos que retratam injustiças cometidas pela sociedade. Principalmente, o quanto nós, mulheres, somos menosprezadas desde o início dos tempos e o quanto temos lutado para conquistar nosso espaço e nossos sonhos.

Uma de minhas coisas favoritas em livros de contos, é descobrir como é a escrita de autores que até então me eram desconhecidos. Em Galeria Clarke, me deparei com textos impecáveis do início ao fim. Naturalmente, acabei me identificando mais alguns, seja pelo fato de a escrita ser mais direta ou pelos diálogos surreais que encontrei ao longo das páginas.

Meu único motivo para não ter avaliado este livro com 5 estrelas, foi o fato de que alguns contos foram muito confusos para mim, ou seja, praticamente não consegui me situar na história e nem entender as ações dos personagens.

Os contos que ganharam meu coração, foram Escalpo com sua brutalidade misturada, perfeitamente, com inocência infantil e Embate na Taberna que me fez rir horrores e ainda assim, ficar arrepiada com tamanha monstruosidade.

Quanto as obras de Harry Clarke... Bom, elas estão habitando meu coração trevoso desde que meus olhos as encontraram.

"A maior de todas as dores não advém das nossas vivências, dos nossos equívocos, não; ela surge de tudo aquilo que sonhamos e jamais realizamos."


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terça-feira, 10 de março de 2020

Resenha: Killer Clown: Retrato de Um Assassino - Terry Sullivan & Peter Maiken
12:02:000 Comentários



Título: Killer Clown: Retrato de Um Assassino
Autores: Terry Sullivan & Peter Maiken
Editora: @darksidebooks
Número de páginas: 432
Minha classificação: 4,5★’s


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▶ Sobre a edição:


Pra mim, o ponto principal desta edição é ter sido feita no mesmo modelo de Ted Bundy. São livros que abordam assuntos parecidos, então, nada mais justo do que as edições terem um certo padrão. Mas, as imagens escolhidas para fazer parte do livro também nos ajudam a ter uma noção melhor sobre os fatos, apesar de algumas nos assombrarem muito. Já a fonte continua igual aos outros livros da Caveira e o papel das páginas é mais grossinho. Ou seja, preparem seus marca-textos!

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▶ Sobre a história:


Por baixo da fachada de cidadão americano modelo, John Wayne Gacy era um dos assassinos em série mais sádicos de todos os tempo. Uma de suas faces era um empresário de sucesso, outra um palhaço que entretinha crianças em festas infantis e outra... Bom, esta poucos puderam ver. Era ela que mantinha segredos enterrados em sua casa de horrores.




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▶ O que eu achei:


Apesar de conhecer um pouco sobre os crimes de alguns assassinos em série, os de Gacy não me erram muito familiares. Talvez pelo fato de que passei boa parte desta então curta vida, odiando palhaços e os temendo. Mas, assim que li It, A Coisa me deparei com uma imensa vontade de conhecer mais sobre palhaços e lógico, Killer Clown estava na lista.

Antes de qualquer comentário acerca do livro, preciso dizer que pra mim não ficou claro o motivo pelo qual o apelidaram de "Palhaço Assassino". Claro, ele tinha alguns itens de palhaços em sua casa e também representava um em festas infantis, mas só. Não consigo encontrar uma ligação tão forte disto com os crimes, o que justificaria o apelido. Então, preciso alertá-los de que essa não é propriamente uma história sobre um palhaço que comete crimes enquanto palhaço.


Dito isto, vamos para as minhas considerações.


Bom, meia dúzia de capítulos já foram o suficiente para despertar o meu mais profundo nojo. Este é realmente um livro para quem tem estômago forte ou que não se importa em fazer pausas para respirar fundo e beber um copo d'água.


"Senti um frio na espinha quando a cadela subiu no lado dos passageiro e se deitou no assento. De acordo com seu tratador, aquela era a 'reação de morte'"

Mas, uma dor de cabeça que não temos é quanto a linha do tempo. Em Killer Clown, começamos do começo, sem flashs do futuro. Claro, temos alguns comentários sobre o passado de Wayne, mas somente para que possamos nos situar no presente estipulado pelo livro. Se você, assim como eu, não conhece muito sobre estes crimes é lógico que vai ser pego pela ansiedade vez ou outra. Mas ainda assim é um jeito melhor de compreender o que está acontecendo e até mesmo ir descobrindo pistas junto com os policiais. E, surpreendentemente, o ritmo de leitura se tornou razoavelmente rápido apesar de algumas partes serem muito densas.


Aliás, os policiais foram o meu maior drama durante esta leitura. Primeiro, tudo o que eles faziam me irritava, já que pareciam estar tratando o assassino como um cidadão comum ou até mesmo um amigo. Depois, eles pareciam estar a um passo atrás pois simplesmente não olhavam na direção certa, ou estavam distraídos demais conversando ou com um mini game em mãos. Mas, no final, entendi que eles eram pessoas e nós não somos invencíveis. Eles estavam em meio à investigação mais importante de suas carreiras e ao mesmo tempo, presenciavam coisas aterrorizantes. Talvez se não fossem as conversas, piadas, jogos e cervejas, muitos teriam enlouquecido em meio à tudo aquilo.


"Mergulhado na água quente e calmante, o policial se desmanchou em lágrimas. Chorou compulsivamente por dez minutos. E não foi o único."

Também não podemos esquecer que, apesar de vários garotos já estarem desaparecidos, a investigação em si só começou quando estes mesmos policiais ouviram uma mãe e não mediram esforços para encontrar seu filho.


No entanto, apesar de não ser uma Juíza, muito menos um Ser Divino, acredito que a condenação foi muito rápida. Entendo a pressa em resolver o caso e condenar um monstro, mas assim algumas respostas morreram com ele. As pinceladas de fatos atuais que os autores dão no fim do livro só reforçam isso, pois algumas coisas viraram um mistério eterno. Lugares suspeitos, corpos não identificados, famílias sem notícias de seus filhos, etc. Confesso que isso me deixou bem chocada, pois me fez perceber o tamanho do estrago que este homem fez no mundo e na vida de tantas pessoas.


Aliás, fiquei com a sensação de que a casa de Wayne passou a atrair desastres e mortes, também por incidentes mencionados pelo autores. Isso, juntamente com algumas fotografias do livro, são coisas que irão me assombrar para sempre. Pois tudo é de uma crueldade absurda. O próprio John não demonstrava remorso nenhum e ainda por cima,  tentava manipular a justiça alegando uma doença que claramente não possuía. Mas para nosso alívio, ninguém mais caiu em suas mentiras e ele foi julgado e condenado.






As informações sobre o funcionamento da lei em Chicago, são impecáveis. A forma como Terry conseguiu nos explicar fatores extremamente complicados e tramites piores ainda, é incrível e super necessária. Pois assim conseguimos entender como de fato o réu foi julgado, o que pôde ser levado em consideração ou não. Sem falar que nos mostrou o quanto os policiais trabalharam durante e depois de tudo isso.


Bom, sinto que não posso falar muito sobre John Wayne Gacy, pois acabaria dando spoiler do livro para quem ainda não conhece muito sobre. O que posso adiantar é que ele é o famoso bom moço, de quem ninguém desconfia, de quem todos adoram. Ou seja, a pessoa acima de qualquer suspeitas... Isso até alguém fazer as ligações certas e revelar o monstro que residia nas paredes, nas escadas, na garagem e no porão da West Summerdale Avenue, 8213.


"Um homem não precisa ser um monstro de olhos esbugalhados para ser mentalmente insano. Pode estar no meio de nós, e esse é o tipo mais perigoso."

Minhas 5 estrelas só não foram dadas para este livro pois acredito que os autores deixaram escapar muitas coisas sobre o desfecho do caso e também sobre a vida do John. Entendo que foi preciso resumir algumas partes e até mesmo retirar outras, mas eu, particularmente, gosto de ver a face do serial killer e com isso digo ver muitas informações sobre sua vida no passado e até o momento em que foi descoberto. Na verdade, Killer Clown é um livro sobre os policiais e sua investigação sobre o caso. Talvez eu tenha ido com expectativas diferentes pois o livro me foi vendido de outra forma. Então, fica aqui meu outro aviso para evitar visões controversas sobre o livro.


"... era talvez a compreensão do mal que havíamos revelado que nos desanimava mais que tudo. Nem mesmo o triunfo da prisão parecia atenuar aquela violência emocional."



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sexta-feira, 6 de março de 2020

Resenha: Bom dia, Verônica - Raphael Montes & Ilana Casoy
16:07:000 Comentários

Título: Bom dia, Verônica
Autores: Raphael Montes & Ilana Casoy
Editora: @darksidebooks
Número de páginas: 256
Minha classificação: 3,5★’s


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▶ Sobre a edição:

Bom dia, Verônica possui duas edição, porém, a minha é a que foi publicada ano passado. Então, sobre ela, posso dizer que a diagramação está lindíssima e a ideia de acrescentar uma luva simulando uma caixa foi perfeita. As únicas coisas que não curti muito foram as páginas serem super fininhas e a capa branca. Mas quanto a capa, é apenas um gosto pessoal.

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▶ Sobre a história:
A rotina de Verônica Torres, uma escrivã de policia, era pacata até ela presenciar um suicídio e uma ligação anônima de alguém pedindo socorro. Sem pensar duas vezes, ela decide investigar o caso por conta própria, mas, acaba descobrindo que estes misteriosos casos escondem coisas que ela jamais poderia imaginar.



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▶ Sobre os personagens:

Verônica conquistou minha antipatia logo nas primeira páginas. Simplesmente por ser aquele tipo de "heroína" atrapada, que não sabe o que está fazendo e sua principal motivação é ela mesmo, justamente quando à vidas em jogo.
Os outros personagens também me decepcionaram um pouco, pois quase todos são super rasos e muito confusos e hipócritas em suas escolhas e/ou ações.

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▶ O que eu achei:


Minhas expectativas para este livro já eram bem altas quando alimentadas só pela premissa. Depois que descobri que era uma história de Ilana Casoy com Raphael Montes... Bom, elas foram parar nas alturas.

No entanto, a experiência não foi assim tão incrível.

A quantidade de cenas inacabadas, abandonadas do nada, foi algo que me incomodou bastante. Assim como informações que simplesmente não batiam ou não se encaixavam em contexto nenhum.

Acredito que os autores inseriram elementos incríveis, que poderiam ter sido explorados de mil formas, mas que acabaram ficando esquecido durante a trama. Sinceramente, isso é algo que me deixa mega triste, pois ver os autores com o garfo e a faca na mão, mas sem usá-los me parece um imenso desperdício.

Outro fato é que quando detestamos a protagonista, se torna muito difícil gostarmos de uma história onde seu ponto de vista é predominante. Verônica e eu realmente não nos demos bem. Em parte por sua hipocrisia e em parte por seu egoísmo. Ela definitivamente, não é nossa heroína.

Cheguei a criar algumas teorias sobre isto, mas como só tive 1% de confirmação durante a leitura, é algo que vou deixar para a resenha do próximo livro. Que aliás, tem me feito criar expectativas novamente. Pois se os autores realmente seguirem uma outra linha, como foi prometido no epílogo, e abordarem com mais calma assuntos que apareceram nesse livro, acredito que será uma grande história.

Não mudaria minha opinião sobre este primeiro livro, mas justificaria algumas coisas e se tornaria tranquilo ler um livro não tão bom assim, que ficaria visto como uma introdução, para chegar a algo mais concreto e assustador.

Quando à série que será produzida por dona Netflix, posso dizer que estou esperando maravilhas haha. Verônica é uma grande personagem, com um baita potência. Só acredito que ela foi trabalha de uma forma confusa no livro, que assumiu lugares que não condizem com sua personalidade e os indícios contrários foram muito fracos. Porém, acho que como streaming as coisas ficaram bem mais claras e veremos sua verdadeira face.



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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Resenha: Ascensão - Stephen King
14:29:001 Comentários


Título: Ascensão
Autor: Stephen King
Editora: @editorasuma 
Número de páginas: 124
Minha classificação: 4,5★’s

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▶ Sobre a edição:

Ascensão, com certeza, precisa de um comentário especial sobre esta edição que simplesmente foge dos padrões da grande maioria dos livros do mestre SK. As dimensões são menores! Se você, que nem eu, gosta de manter seus Kings juntinhos na estante... Sim, Ascensão vai destoar bastante. A dica é colocar ele perto de O Instituto para, pelo menos, gerar um pouco de harmonia entre os tons haha.

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▶ Sobre a história:

Misteriosamente, Scott Carey está perdendo peso em um ritmo descontrolado. No entanto, os números só mudam na balança pois seu corpo permanece igual, não importa o que ele coma. Como não consegue descobrir as respostas de que precisa, ele decide não se preocupar com o futuro e sim com outras questões que o rodeiam. Como, por exemplo, o preconceito que suas vizinhas - um casal homoafetivo - têm sofrido de parte da população de Castle Rock.


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▶ Sobre os personagens:

Apesar de alguns pontos sobre a vida dos personagens ter me deixado com interrogações na mente, me comprometi a não julgar isso com tanta veemência. Acredito que Ascensão tenha um objetivo diferente de outras obras do Mestre. Aqui a intenção não é focar nos personagens e sim em um contexto e em uma parte da população. Ou seja, não conhecemos muito sobre a história dos personagens, mas sim os observamos no momento atual de suas vidas.

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▶ O que eu achei:

Ascensão é a prova de que, Stephen King, consegue colocar fogo no planeta inteiro enquanto prende nossa atenção em uma de suas histórias.

Devorei esse livro em apenas um dia, mas a história me acompanhou por várias e várias semanas. Não foi fácil me desprender da sensação de ter o coração esmagadinho e parar de pensar no que aconteceu com os personagens depois que o livro acabou. Claro, nos dizem que a história acaba quando o livro acaba, mas pra mim, os personagens continuam existindo em algum lugar misterioso.

Bom, neste livro, SK não nos dá nenhuma explicação ou base que possa servir de teoria quanto à alguns fenômenos bizarros. Mas, surpreendentemente isso não me incomodou ao passar das páginas. É um ponto importante e super relevante, mas quando concluímos a leitura percebemos que o foco da história é totalmente outro.

Temos Scott, nosso personagem principal e um dos frutos de uma sociedade machista e homofóbica. Ele nos mostra como é ter a semente do pré-conceito plantada dentro de sua cabeça desde sempre e ensinado a nunca questionar, a nunca olhar o outro lado da moeda.

No entanto, acredito que ele não seja uma pessoa ruim. Ele não é capaz de agredir alguém (verbalmente ou fisicamente) usando como justificativa seu gênero ou orientação sexual. E, assim que temos o delicioso momento do questionamento de tais ações da sociedade, Scott se mostra uma pessoa totalmente diferente.

Utilizar um personagem hétero, branco e obviamente privilegiado para mostrar a realidade de um casal homoafetivo parece a fórmula perfeita para o desastre... Bom, não em Ascensão. Em determinado momento, percebermos que a história principal gira em torno do casal e que Scott, é a ponte para conseguirmos um diálogo com determinadas pessoas. 

Sei que a maioria de nós quer ensinar as coisas enquanto chocamos as pessoas com nossas estáticas e dados. Alguns só aprendem assim mesmo. Mas outros só aprendem quando abrandamos o tom da fala. Ascensão é para essas pessoas. 

Poderia ter sido uma história mais intensa? Acho que sim, mas ao mesmo tempo acho que não. Ascensão é um livro pra nos fazer curtir a viagem e aprender algo. É uma conversa rápida e leve, que nos mostra outras realidades e o valor da amizade.

Confesso que a sinopse e as resenhas que li desse livro, não me prometeram tanto assim. Então, acabei indo sem muita expectativa, mas, a trama conseguiu me transmitir uma mensagem muito legal e super importante para os dias atuais.


"Por que se sentir mal sobre  algo impossível de mudar? Por que não apenas aceitar?"


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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Resenha: A Chama de Ember - Colleen Houck
12:08:000 Comentários

Título: A Chama de Ember
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 329
Minha classificação: 4,5★’s

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▶ Sobre a história:

Ainda humano, Jack fez um pacto com um demônio para salvar sua cidadezinha de uma maldição. Agora, anos depois, ele continua a cumprir sua parte no acordo sendo o responsável por vigiar alguns dos portais que dão acesso ao reino mágico.
Jack sempre foi o Lanterna mais confiável e responsável... Bom, pelo menos até conhecer Ember.
Ember é uma jovem bruxa que, após descobrir a existência de outro mundo, faz de tudo para enganar Jack e conseguir atravessar o portal. Quando ela finalmente consegue, ele não se vê com outra escolha se não abandonar seu posto e correr para salvar Ember.


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▶ Sobre os personagens:

Ember é a nossa protagonista e, na minha opinião, Colleen não poderia ter construído uma personagem melhor! Ela é forte, corajosa, ousada, confiante, teimosa na medida certa e uma das bruxas mais inteligentes que já conheci. Se Ember quer algo, ela aprende ou descobre como fazer. Não há homem no mundo que lhe coloque limites.
Jack, por sua vez, também é incrível e diferente de muitos homens da história, pois apesar de todo medo de que Ember se machuque, ainda consegue perceber o que é certo e o que é errado.
Bom, eu poderia ficar horas falando sobre todos os personagens, pois a qualidade da construção de cada um deles é fantástica. De modo geral, posso dizer que a Colleen fez um trabalho espetacular criando histórias incríveis e únicas para cada um deles. Sem falar das críticas sociais que ela inseriu ao longo das páginas. Pois temos personagens que são emocionalmente manipulados por outros, personagens que procuram outros para curar suas feridas emocionais, personagens capazes cometer atos perversos e que dizem fazer tais coisas em nome do amor.


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▶ O que eu achei:

Colleen pisou no meu coração com estilo!

No início da leitura, algumas coisas me deixaram super confusa e ativaram alguns pré-conceitos que ainda possuo. Mas, ainda bem que isso não foi o fator de peso na decisão de continuar a leitura ou não. Pois se eu tivesse decidido parar, teria perdido a oportunidade de conhecer um universo fantástico.

A Chama de Ember nos dá uma nova visão para a lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, mas ao mesmo tempo nos mostra histórias de bruxas maravilhosas que, mais uma vez, foram injustiçadas e taxadas como algo maligno. Aliás, conhecer a visão de diversos personagens contribui e muito para que consigamos distinguir o certo e o errado. Coisas que, com apenas uma visão, pareciam normais se tornam surreais quando ouvimos o outro lado da história.

Apesar de termos pontos sérios e super relevantes, também temos momentos de descontração. Dei muitas risadas ao longo desta leitura, principalmente com elementos únicos e super fofos. Mas, ao mesmo tempo sofri horrores com alguns personagens e suas histórias, o que claramente só me fez admirá-los ainda mais.

Sim, temos histórias de amor neste livro. Mas te garanto que não são as famigeradas "água com açúcar", o que não é necessariamente ruim, na verdade só depende do seu gosto. Porém, neste universo criado pela Colleen, temos histórias avassaladoras. Histórias de tirar o fôlego, de tirar o nosso sono pois não conseguimos parar de pensar nelas e no que os personagens devem ter sentido.

Já a escrita da autora é algo apenas maravilhoso! Colleen nos prender em um ritmo de leitura surreal, principalmente por toda ação  que há no livro e todas as inúmeras reviravoltas na trama. Sem falar de sua capacidade espetacular em criar diálogos inspiradores e arrepiantes. Com uma frase curta, ela é capaz de quebrar ou colar cada pedacinho de nossos corações.

A  autora também consegue inserir detalhes e explicações de uma forma tão leve e gostosa que nem percebemos o gancho, as coisas simplesmente se conectam automaticamente  em nossas cabeças. E claro, Colleen nos faz de trouxa ao direcionar a história pra um ponto e após uma reviravolta gigantesca, encaixar todas as peças nos mostrando que estávamos complemente errados em absolutamente todas as teorias que criamos.

"Se é tão impecável assim, por que não 5 estrelas?"

Simples, a autora construiu ganchos maravilhosos para um segundo livro, coisas  gigantescas que com certeza renderiam muito  mas nos dois últimos capítulos, resolveu amarrar todas as pontas dando conclusões  bobas e sem sentido nenhum.

O universo criado por ela é, definitivamente, muito rico para ser explorado em apenas um livro. Tantas coisas que foram citadas brevemente e que me deixaram ansiosíssima pra  conhecer mais sobre, simplesmente não vão existir. Sim, a autora deixou claro que seria um  volume único.

Também fiquei chateada com a rapidez do desfecho, em um piscar de olhos tudo foi resolvido. Faltou voz aos personagens, o que daria sentimento ao final e não o deixaria assim tão frio e forçado. 

Pra mim, ficou claro que a Colleen queria concluir o livro logo e que a história se prolongou demais perto do que ela talvez teria planejado. Mas, preferia mil vezes um final aberto do que algo assim. Ainda é um livro incrível e eu super vou recomendar pra todos os meus amigos, mas, já alertando pra não criarem tantas expectativas com o final. 


"As criaturas com que você mais precisa tomar cuidado são as que se parecem com você... As que tem aparência humana."

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