Julho 2019 - Profundez

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Filmes: A nostagia de assistir O Rei Leão
20:12:000 Comentários


Informações técnicas:

Título: O Rei Leão
Ano: 2019 (live-action)
Gênero: Aventura
Duração: 1h 58min
Classificação indicativa: 10 anos.
Sinopse: Traído e exilado de seu reino, o leãozinho Simba precisa descobrir como crescer e retomar seu destino como herdeiro real nas planícies da savana africana.
Minha classificação: 8 ★’s





Minha opinião leiga:

Ao contrário de todas as probabilidades, minhas expectativas com esse live-action de O Rei Leão, estavam baixíssimas. Talvez porque pra mim, as versões antigas já eram ótimas, então, mais uma não faria tanta diferença assim, nem com o famigerado queridinho de muitos: o 3D.

Aliás, já vamos começar por este ponto... Filme em 3D? Sinceramente, nesse filme isso não fez muita diferença pra mim, a não ser - é claro - pelo incomodo de ter que usar os óculos. Sim, sou do tipo que não se sente muito à vontade usando eles haha. Mas quanto aos efeitos em si: Bom, eu já assisti alguns filmes em 3D, então acredito que possa dizer que não vi nada tão emocionante nesse.

Mas por falar em emocionante, é óbvio que tive que segurar as lágrimas no cinema. Pra quem cresceu cantando Hakuna Matata é impossível não ficar todo bobo vendo nosso Timão e nosso todo empoderado Pumba brilhando nas telinhas. Até porque, eu não sei vocês, mas pra mim eles sempre foram a estrela do filme. Okay, Simba tem sua fofura e sua importância, mas nada supera essa dupla haha.

O Rei Leão é relevante em algum sentido? Em vários! Principalmente pelo fato de o time de dubladores ser em grande parte composto por pessoas negras; pela mensagem cheia  de amô que o filme nos passa; pela trilha sonora que na minha opinião continuou perfeita, etc.

Mas no geral, só fiquei com a sensação de nostalgia e feliz por não ter criado tantas expectativas. Claro, é legal assistir uma versão mais recente de algo que assistimos quando crianças. Talvez seja por que já estou um pouco saturada de live-action, mas no quesito imagem e efeitos, não fui tão surpreendida assim.  Esperava algumas mudanças até na própria história, porém, eles foram muito sutis até pra mim. Ou seja, fiquei com a sensação de que preferiram não ousar pra não estragar algo, então optaram por nem arriscar e só manter uma trama quase igual a original.

Resumindo: Vale muito a pena assistir pela nostalgia, ou levar as crianças para conhecer a história do Rei Leão, mas não acho que seja uma boa ideia alimentar expectativas esperando ver algo extraordinário.

Enfim, como estão as suas expectativas? Você já assistiu O Rei Leão? Me conta aqui nos comentários e vamos socializar!


Trailer oficial do filme:

Postado à:

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Resenha: O Jardim Esquecido - Kate Morton
23:32:001 Comentários

O Jardim Esquecido | Kate Morton | Editora Arqueiro | 5 estrelas 

“– Você não deve esperar que alguém venha salvá-la – continuava mamãe, com um olhar distante. – Uma moça que espera ser salva nunca aprende a se salvar. Mesmo que tenha os meios, não terá a coragem.”

Nell vivia uma vida simples e feliz com seus pais e suas irmãs, até que em seu aniversário de 21 anos seu pai decide lhe contar um segredo que vira sua vida de ponta cabeça. Ele lhe revela que ela foi encontrada ainda criança no porto de Maryborough após o atraque de um navio vindo da Inglaterra em 1913. Com a descoberta de que não faz realmente parte da família, Nell decide se distanciar de todos que ama, pois acaba se considerando uma “estranha”.

Anos após a revelação do segredo e antes de falecer o pai de Nell pede que suas irmãs lhe entreguem uma mala branca com alguns itens com os quais fora encontrada, dentre eles está um livro de contos de fadas ilustrado escrito por Eliza Makepeace. Através de uma ilustração contida no livro Nell acaba tendo algumas recordações de sua infância na Inglaterra. 

Em 1975, após ficar viúva, Nell parte para a Inglaterra em busca de suas origens. Ela inicia uma jornada para desvendar os mistérios de seu passado. Ao visitar um chalé rodeado por um jardim murado e um indescritível labirinto em uma propriedade, Nell acaba se sentindo conectada ao seu passado e decide compra-lo. Ela sente que o “Chalé do Penhasco” certamente pode ter alguma ligação com sua vida antes de entrar naquele navio tantos anos antes.

Nell precisa retornar à sua casa em Brisbane, mas ela está decidida a voltar à Inglaterra para morar no seu chalé. Entretanto, algo acontece e impede seus planos. Sua filha deixa sua neta Cassandra para passar alguns dias com ela e nunca mais volta para busca-la. Ela então, não tem mais a oportunidade de ir atrás do seu passado.

Após a morte de Nell, Cassandra acaba se descobrindo herdeira do “Chalé do Penhasco” na Inglaterra e aos poucos vai descobrindo os segredos sobre a sua vó, sobre os quais nunca sequer imaginou. Ela decide largar tudo em Brisbane e ir para a Inglaterra terminar o que sua avó iniciou. Porém, o mistério sobre o passado de sua avó não é nada mais, nada menos do que fantástico. Cassandra precisa descobrir as verdades de Nell, ela sente que deve isso a avó por tê-la, mesmo sem querer, feito desistir de encontrar a verdade.

O livro foi inicialmente lançado como “O Jardim Secreto de Eliza”. Desde as primeiras páginas já pude sentir como a leitura iria ser fluída. O livro é muito bem escrito, rico em detalhes e prende demais a atenção. A cada fim de capítulo eu desejava saber o que o capítulo seguinte reservava para o mistério sobre a vida de Nell.

Outra coisa que gostei muito no livro e que gosto bastante em particular nas histórias é a “mudança” entre os tempos. Aqui acompanhamos a história em 1900, 1913, 1975 e 2005 alternadamente. Posso dizer com toda a certeza que eu amei as partes de 1900, foram as que mais me chamaram a atenção. A Mansão Blackhurst me prendeu de uma forma inexplicável.

O livro é uma mistura de mistério, aventura, fantasia e drama. E em proporções que deixou essa mistura fantástica. Durante a leitura eu só desejava conseguir me conectar mais aos personagens. Sinceramente, me causou sensações muito boas ler esse livro. Com certeza quero que as pessoas o conheçam!

Você já leu este ou algum outro livro da autora? Se não leu, não perca tempo.

Postado à:

terça-feira, 2 de julho de 2019

Resenha: O Cemitério - Stephen King
01:29:000 Comentários

Título: O Cemitério
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 424
Minha classificação: 4,9★’s

» Sobre a edição:
Preciso dizer, logo de cara, que fiquei extremamente feliz pela Suma ter feito apenas uma jacket com a capa do filme e não alterado a capa original, que na minha humilde opinião é mil vezes mais bonita. No geral, o livro é exatamente do jeitinho que os outros livros do King são: fonte perfeita, folhas amareladas e diagramação bem básica.



» Sobre a história:

Após Louis Creed ter conseguido um bom cargo na Universidade do Maine, ele e sua família se mudam para uma pequena cidade no Maine, com a promessa de uma vida tranquila e segura.
Logo no primeiro dia na casa nova, os Creed's conhecem um de seus novos vizinhos, Jud Crandall, este que se oferece para guiá-los numa misteriosa trilha até um cemitério de animais. A princípio o então "Semitério dos Bichos" parece inofensivo e apenas um lugar onde gerações de crianças da região enterram seus animais de estimação.
Porém, quando o gato de sua filha morre atropelado e depois de ter ouvido uma série e histórias supersticiosas de seu vizinho, Louis e Jud enterram o gato e ele misteriosamente volta à vida.
Mas... É realmente possível que o gato de fato tenha morrido e retornado do mundo dos mortos? Quais mistérios o cemitério esconde?


» Sobre os personagens:

Não é novidade pra ninguém que eu simplesmente amo a forma como o King nos apresenta seus personagens e principalmente, a forma extraordinária como ele consegue desenvolver cada um deles. Em O Cemitério não foi diferente. SK me surpreendeu mais uma vez e me proporcionou observar a vida de diversas pessoas como se eu fosse um ser invisível que passa o tempo todo ao lado de cada um deles. Então, é claro que me apeguei a vários personagens, senti uma raiva indescritível de outros e claro, suspeitei muito de um em especial. 



» O que eu achei:

Stephen King me fez amá-lo e odiá-lo neste livro. Ir das lágrimas ao riso mais profundo de puro desespero e é óbvio, não conseguir dormir por simplesmente ter ficado aterrorizada com certas coisas.


Quando iniciei a leitura de O Cemitério a primeira coisa que pensei foi "Esse livro foi escrito pelo King mesmo? Tipo, com certeza foi escrito por ele?" haha. Minha experiencia com os livros do Mestre me fez perceber e acreditar que quase sempre as primeiras 100 páginas são bem densas. Ele gosta de nos ambientar de uma forma surreal e nos apresentar muito bem aos personagens antes de finalmente partir para o "tiro, porrada e bomba" hahaha.

Porém, neste livro, ele simplesmente fez o contrário disso. 50 páginas já são o suficiente pra você ter mergulhado de cabeça na história e estar chocadx com algumas coisas. Pois ele realmente pega pesado nesse livro, destrói seu coração, te deixa jogadx no chão mergulhadx em lágrimas e depois volta pra pisar mais um pouquinho e te mostrar que é possível sofrer ainda mais.

Pra mim, o King se reinventou na escrita deste livro. Posso dizer que fui surpreendida mais uma vez e, em grande parte, de uma forma maravilhosa. Então sim, o ritmo de leitura é incrível, é impossível largar o livro. Tanto que, pela primeira vez na vida, consegui ler um dos livros do SK em menos de um mês.

"Ele se perguntou se em algum lugar lá no fundo, longe de seu comportamento aparente, não estivera sempre a um passo das mais absurdas irracionalidades. E se não era isso que acontecia com todo mundo."

Okay, King enaltecido mais uma vez, já podemos falar sobre o livro em si haha.

No geral, foi uma ótima leitura e continuo acreditando que ele pode ser um dos melhores livros que o SK escreveu, mas não é um dos meus favoritos da vida. Senti desde o início que tinha tudo pra ser, mas o final me desanimou bastante, então seria injusto até mesmo dar 5 ★’s completas.

Me emocionei muito com essa leitura e ela realmente me marcou de algum jeito. Sem falar que encontrei aquilo que sempre busco em livros desse gênero: sustos, superstições, uma boa dose de cenas macabras que nos deixam aterrorizadxs a ponto de não conseguir dormir à noite e claro, muitas informações e curiosidades sobre o local onde se passa a história.

Mas, quando virei a última página e percebi a quantidade de pontas soltas que ficaram, tive a sensação de que o King pegou na minha mão, me levou até o cemitério dos animais, me contou um monte de coisas aleatórias e simplesmente sumiu, do nada. Me deixou lá com tudo aquilo de informações mas sem nenhuma conclusão. Okay, sabemos que os livros do SK costumam ter finais abertos, mas pra mim O Cemitério extrapolou isso e me deixou bem chateada.

Sinto que faltou muito pouco pra ser um dos meus livros favoritos. Talvez uma frase a mais já tivesse sido suficiente, pois o problema não é o final aberto e sim a falta de algo concreto que pelo menos nos permitisse criar algumas teorias. O ponto principal, que faz a história girar em torno dele e que então precisava ser esclarecido, foi deixado de lado. Ficamos apenas com rumores e nenhuma certeza.

Enfim, não posso condenar o livro só pelo final, mas infelizmente também não consegui relevar isso também. Mas é fácil entender muito bem porque ele é um dos favoritos de muitos leitores, pois no geral ele é um ótimo livro sim.

Bom, agora que finalmente li O Cemitério, preciso urgentemente assistir Cemitério Maldito. Mas é claro que vou assistir o antigo e este novo e sim, como combinamos lá no instagram, terá post com spoiler em breve.



❔| Você já leu O Cemitério? Me conta aqui nos comentários e vamos bater um papo sobre esse livrão do Mestre SK.


PS: Aqui vai um agradecimento especialmente para a Coraline, por gentilmente ter me ajudado nas fotos dessa resenha. (Gentilmente = Tirei 32 fotos e só em uma ela estava paradinha. Também tive que repensar a foto inteira, pois é claro que Coraline não estava pensando o mesmo que eu e claramente não ficaria numa posição em que sua mera humana havia escolhido.)
Postado à:

Profundez no Instagram: