2019 - Profundez

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Filmes: A nostagia de assistir O Rei Leão
20:12:000 Comentários


Informações técnicas:

Título: O Rei Leão
Ano: 2019 (live-action)
Gênero: Aventura
Duração: 1h 58min
Classificação indicativa: 10 anos.
Sinopse: Traído e exilado de seu reino, o leãozinho Simba precisa descobrir como crescer e retomar seu destino como herdeiro real nas planícies da savana africana.
Minha classificação: 8 ★’s





Minha opinião leiga:

Ao contrário de todas as probabilidades, minhas expectativas com esse live-action de O Rei Leão, estavam baixíssimas. Talvez porque pra mim, as versões antigas já eram ótimas, então, mais uma não faria tanta diferença assim, nem com o famigerado queridinho de muitos: o 3D.

Aliás, já vamos começar por este ponto... Filme em 3D? Sinceramente, nesse filme isso não fez muita diferença pra mim, a não ser - é claro - pelo incomodo de ter que usar os óculos. Sim, sou do tipo que não se sente muito à vontade usando eles haha. Mas quanto aos efeitos em si: Bom, eu já assisti alguns filmes em 3D, então acredito que possa dizer que não vi nada tão emocionante nesse.

Mas por falar em emocionante, é óbvio que tive que segurar as lágrimas no cinema. Pra quem cresceu cantando Hakuna Matata é impossível não ficar todo bobo vendo nosso Timão e nosso todo empoderado Pumba brilhando nas telinhas. Até porque, eu não sei vocês, mas pra mim eles sempre foram a estrela do filme. Okay, Simba tem sua fofura e sua importância, mas nada supera essa dupla haha.

O Rei Leão é relevante em algum sentido? Em vários! Principalmente pelo fato de o time de dubladores ser em grande parte composto por pessoas negras; pela mensagem cheia  de amô que o filme nos passa; pela trilha sonora que na minha opinião continuou perfeita, etc.

Mas no geral, só fiquei com a sensação de nostalgia e feliz por não ter criado tantas expectativas. Claro, é legal assistir uma versão mais recente de algo que assistimos quando crianças. Talvez seja por que já estou um pouco saturada de live-action, mas no quesito imagem e efeitos, não fui tão surpreendida assim.  Esperava algumas mudanças até na própria história, porém, eles foram muito sutis até pra mim. Ou seja, fiquei com a sensação de que preferiram não ousar pra não estragar algo, então optaram por nem arriscar e só manter uma trama quase igual a original.

Resumindo: Vale muito a pena assistir pela nostalgia, ou levar as crianças para conhecer a história do Rei Leão, mas não acho que seja uma boa ideia alimentar expectativas esperando ver algo extraordinário.

Enfim, como estão as suas expectativas? Você já assistiu O Rei Leão? Me conta aqui nos comentários e vamos socializar!


Trailer oficial do filme:

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Resenha: O Jardim Esquecido - Kate Morton
23:32:001 Comentários

O Jardim Esquecido | Kate Morton | Editora Arqueiro | 5 estrelas 

“– Você não deve esperar que alguém venha salvá-la – continuava mamãe, com um olhar distante. – Uma moça que espera ser salva nunca aprende a se salvar. Mesmo que tenha os meios, não terá a coragem.”

Nell vivia uma vida simples e feliz com seus pais e suas irmãs, até que em seu aniversário de 21 anos seu pai decide lhe contar um segredo que vira sua vida de ponta cabeça. Ele lhe revela que ela foi encontrada ainda criança no porto de Maryborough após o atraque de um navio vindo da Inglaterra em 1913. Com a descoberta de que não faz realmente parte da família, Nell decide se distanciar de todos que ama, pois acaba se considerando uma “estranha”.

Anos após a revelação do segredo e antes de falecer o pai de Nell pede que suas irmãs lhe entreguem uma mala branca com alguns itens com os quais fora encontrada, dentre eles está um livro de contos de fadas ilustrado escrito por Eliza Makepeace. Através de uma ilustração contida no livro Nell acaba tendo algumas recordações de sua infância na Inglaterra. 

Em 1975, após ficar viúva, Nell parte para a Inglaterra em busca de suas origens. Ela inicia uma jornada para desvendar os mistérios de seu passado. Ao visitar um chalé rodeado por um jardim murado e um indescritível labirinto em uma propriedade, Nell acaba se sentindo conectada ao seu passado e decide compra-lo. Ela sente que o “Chalé do Penhasco” certamente pode ter alguma ligação com sua vida antes de entrar naquele navio tantos anos antes.

Nell precisa retornar à sua casa em Brisbane, mas ela está decidida a voltar à Inglaterra para morar no seu chalé. Entretanto, algo acontece e impede seus planos. Sua filha deixa sua neta Cassandra para passar alguns dias com ela e nunca mais volta para busca-la. Ela então, não tem mais a oportunidade de ir atrás do seu passado.

Após a morte de Nell, Cassandra acaba se descobrindo herdeira do “Chalé do Penhasco” na Inglaterra e aos poucos vai descobrindo os segredos sobre a sua vó, sobre os quais nunca sequer imaginou. Ela decide largar tudo em Brisbane e ir para a Inglaterra terminar o que sua avó iniciou. Porém, o mistério sobre o passado de sua avó não é nada mais, nada menos do que fantástico. Cassandra precisa descobrir as verdades de Nell, ela sente que deve isso a avó por tê-la, mesmo sem querer, feito desistir de encontrar a verdade.

O livro foi inicialmente lançado como “O Jardim Secreto de Eliza”. Desde as primeiras páginas já pude sentir como a leitura iria ser fluída. O livro é muito bem escrito, rico em detalhes e prende demais a atenção. A cada fim de capítulo eu desejava saber o que o capítulo seguinte reservava para o mistério sobre a vida de Nell.

Outra coisa que gostei muito no livro e que gosto bastante em particular nas histórias é a “mudança” entre os tempos. Aqui acompanhamos a história em 1900, 1913, 1975 e 2005 alternadamente. Posso dizer com toda a certeza que eu amei as partes de 1900, foram as que mais me chamaram a atenção. A Mansão Blackhurst me prendeu de uma forma inexplicável.

O livro é uma mistura de mistério, aventura, fantasia e drama. E em proporções que deixou essa mistura fantástica. Durante a leitura eu só desejava conseguir me conectar mais aos personagens. Sinceramente, me causou sensações muito boas ler esse livro. Com certeza quero que as pessoas o conheçam!

Você já leu este ou algum outro livro da autora? Se não leu, não perca tempo.

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terça-feira, 2 de julho de 2019

Resenha: O Cemitério - Stephen King
01:29:000 Comentários

Título: O Cemitério
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 424
Minha classificação: 4,9★’s

» Sobre a edição:
Preciso dizer, logo de cara, que fiquei extremamente feliz pela Suma ter feito apenas uma jacket com a capa do filme e não alterado a capa original, que na minha humilde opinião é mil vezes mais bonita. No geral, o livro é exatamente do jeitinho que os outros livros do King são: fonte perfeita, folhas amareladas e diagramação bem básica.



» Sobre a história:

Após Louis Creed ter conseguido um bom cargo na Universidade do Maine, ele e sua família se mudam para uma pequena cidade no Maine, com a promessa de uma vida tranquila e segura.
Logo no primeiro dia na casa nova, os Creed's conhecem um de seus novos vizinhos, Jud Crandall, este que se oferece para guiá-los numa misteriosa trilha até um cemitério de animais. A princípio o então "Semitério dos Bichos" parece inofensivo e apenas um lugar onde gerações de crianças da região enterram seus animais de estimação.
Porém, quando o gato de sua filha morre atropelado e depois de ter ouvido uma série e histórias supersticiosas de seu vizinho, Louis e Jud enterram o gato e ele misteriosamente volta à vida.
Mas... É realmente possível que o gato de fato tenha morrido e retornado do mundo dos mortos? Quais mistérios o cemitério esconde?


» Sobre os personagens:

Não é novidade pra ninguém que eu simplesmente amo a forma como o King nos apresenta seus personagens e principalmente, a forma extraordinária como ele consegue desenvolver cada um deles. Em O Cemitério não foi diferente. SK me surpreendeu mais uma vez e me proporcionou observar a vida de diversas pessoas como se eu fosse um ser invisível que passa o tempo todo ao lado de cada um deles. Então, é claro que me apeguei a vários personagens, senti uma raiva indescritível de outros e claro, suspeitei muito de um em especial. 



» O que eu achei:

Stephen King me fez amá-lo e odiá-lo neste livro. Ir das lágrimas ao riso mais profundo de puro desespero e é óbvio, não conseguir dormir por simplesmente ter ficado aterrorizada com certas coisas.


Quando iniciei a leitura de O Cemitério a primeira coisa que pensei foi "Esse livro foi escrito pelo King mesmo? Tipo, com certeza foi escrito por ele?" haha. Minha experiencia com os livros do Mestre me fez perceber e acreditar que quase sempre as primeiras 100 páginas são bem densas. Ele gosta de nos ambientar de uma forma surreal e nos apresentar muito bem aos personagens antes de finalmente partir para o "tiro, porrada e bomba" hahaha.

Porém, neste livro, ele simplesmente fez o contrário disso. 50 páginas já são o suficiente pra você ter mergulhado de cabeça na história e estar chocadx com algumas coisas. Pois ele realmente pega pesado nesse livro, destrói seu coração, te deixa jogadx no chão mergulhadx em lágrimas e depois volta pra pisar mais um pouquinho e te mostrar que é possível sofrer ainda mais.

Pra mim, o King se reinventou na escrita deste livro. Posso dizer que fui surpreendida mais uma vez e, em grande parte, de uma forma maravilhosa. Então sim, o ritmo de leitura é incrível, é impossível largar o livro. Tanto que, pela primeira vez na vida, consegui ler um dos livros do SK em menos de um mês.

"Ele se perguntou se em algum lugar lá no fundo, longe de seu comportamento aparente, não estivera sempre a um passo das mais absurdas irracionalidades. E se não era isso que acontecia com todo mundo."

Okay, King enaltecido mais uma vez, já podemos falar sobre o livro em si haha.

No geral, foi uma ótima leitura e continuo acreditando que ele pode ser um dos melhores livros que o SK escreveu, mas não é um dos meus favoritos da vida. Senti desde o início que tinha tudo pra ser, mas o final me desanimou bastante, então seria injusto até mesmo dar 5 ★’s completas.

Me emocionei muito com essa leitura e ela realmente me marcou de algum jeito. Sem falar que encontrei aquilo que sempre busco em livros desse gênero: sustos, superstições, uma boa dose de cenas macabras que nos deixam aterrorizadxs a ponto de não conseguir dormir à noite e claro, muitas informações e curiosidades sobre o local onde se passa a história.

Mas, quando virei a última página e percebi a quantidade de pontas soltas que ficaram, tive a sensação de que o King pegou na minha mão, me levou até o cemitério dos animais, me contou um monte de coisas aleatórias e simplesmente sumiu, do nada. Me deixou lá com tudo aquilo de informações mas sem nenhuma conclusão. Okay, sabemos que os livros do SK costumam ter finais abertos, mas pra mim O Cemitério extrapolou isso e me deixou bem chateada.

Sinto que faltou muito pouco pra ser um dos meus livros favoritos. Talvez uma frase a mais já tivesse sido suficiente, pois o problema não é o final aberto e sim a falta de algo concreto que pelo menos nos permitisse criar algumas teorias. O ponto principal, que faz a história girar em torno dele e que então precisava ser esclarecido, foi deixado de lado. Ficamos apenas com rumores e nenhuma certeza.

Enfim, não posso condenar o livro só pelo final, mas infelizmente também não consegui relevar isso também. Mas é fácil entender muito bem porque ele é um dos favoritos de muitos leitores, pois no geral ele é um ótimo livro sim.

Bom, agora que finalmente li O Cemitério, preciso urgentemente assistir Cemitério Maldito. Mas é claro que vou assistir o antigo e este novo e sim, como combinamos lá no instagram, terá post com spoiler em breve.



❔| Você já leu O Cemitério? Me conta aqui nos comentários e vamos bater um papo sobre esse livrão do Mestre SK.


PS: Aqui vai um agradecimento especialmente para a Coraline, por gentilmente ter me ajudado nas fotos dessa resenha. (Gentilmente = Tirei 32 fotos e só em uma ela estava paradinha. Também tive que repensar a foto inteira, pois é claro que Coraline não estava pensando o mesmo que eu e claramente não ficaria numa posição em que sua mera humana havia escolhido.)
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quinta-feira, 27 de junho de 2019

Vamos falar sobre fotografia?
21:24:000 Comentários

Oi migos!
Esses dias eu fiz uma enquete nos stories perguntando o que vocês achavam sobre um post com dicas a respeito de fotografia e afins. Como quase todos votaram em "sim"... olha o post aqui! haha. Porém, resolvi dividí-lo em duas partes, neste primeiro vão as dicas "básicas". No outro, vou falar mais sobre os apps que uso pra editar, onde acho inspiração, etc.

Mas claro, essas dicas são baseadas apenas na minha experiência com o bookstagram. Então não espere encontrar nada extremamente profissional aqui, por favor.

Sem mais delongas, bora lá?

🤔|Qual é o seu estilo?
Acredito que descobrir o seu estilo de fotografia é uma das coisas mais importantes. Mas pra isso, você precisa bater um papo consigo mesmo e entender o que você realmente quer fazer, sem aquela pressão de "quero tirar fotos assim só porque a maioria faz isso e acho bonito". Nós achamos uma infinidade de coisas bonitas, mas nem sempre elas fazem parte de nós. Nem sempre é aquilo o que realmente sentimos vontade de produzir.

👾|Experimente
Bom, justamente pra descobrir qual é o seu estilo, você precisa experimentar. Não se prenda a um ângulo, a um número de fotos (ex: antes eu me obrigava a tirar apenas uma foto quando era pra um post de resenha), um tom (ex: feed organizado por tom é lindo, mas querer fazer isso logo de cara pode virar uma baita dor de cabeça), etc.

💃🏻|No seu ritmo, por favor!
Não faça do "experimentar" uma "obrigação". Você não precisa tirar as melhores fotos logo de cara, é mais do que normal você tirar 50 fotos ou mais e só achar uma legal. Você não precisa acertar 100% na edição logo na primeira tentativa. Às vezes você vai querer tentar usar técnica que mal conhece e não vai funcionar direito, pois é claro que precisamos de tempo pra aprender e nos acostumar. Você não precisa usar vários elementos e fazer uma foto diferente a cada post.

🏰|Use o que você tem em casa
Nada de sair comprando um monte de coisas novas pra montar cenários, por favor. Eu fiz isso no início e tem coisas que até hoje não usei, pois elas simplesmente não ficaram legais em fotos ou depois descobrir que não faziam o meu estilo. A minha dica é: vai pegando o que você tem em casa e testando.
"Ah mas eu não tenho nada em casa" tem sim, aposto que tem. Antes eu pensava o mesmo que você, mas depois que comecei a tirar fotos pro ig me dei por conta que tinha muitas tranqueiras que poderia usar haha. Sem falar que você pode customizar algumas das coisas que já tem.

✌🏻|Não se cobre tanto
Você não vai tirar as melhores fotos do universo nas primeiras tentativas, isso é impossível. Sem falar que não existe isso de "melhor do universo", quem tem que gostar é você. Quem vai ter todo o trabalho de montar um cenário, tirar a foto, editar e escrever um post é você.
Então, o primeiro passo é você gostar e valorizar o que fez.
Acho que é essencial entendermos que existe um famigerado processo em tudo o que nos propormos a fazer nesta vida: Não nascemos sabendo fazer tudo, apesar de às vezes termos facilidade em algumas coisas e em outras não. Então, é natural que com tempo as coisas acabem melhorando aos pouquinhos e finalmente você esteja fazendo o que realmente tinha vontade de fazer.
Até por que, sinceramente, não teria graça não errar algumas vezes, né?

Enfim, esse foi o post de hoje! Espero que tenham gostado e se acham que eu esqueci alguma das dicas básicas, deixem um comentário aqui neste post. Bora trocar figurinhas? haha.

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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Resenha: Ted Bundy: Um Estranho ao Meu Lado - Ann Rule
02:26:000 Comentários

Título: Ted Bundy: Um Estranho ao Meu Lado
Autora: Ann Rule
Editora: Darkside Books
Número de páginas: 592
Minha classificação: 5★’s

» Sobre a edição:
Quando se trata de Darkside é lógico que já esperamos uma edição simplesmente impecável, não é mesmo? Foi exatamente isso que encontrei nesta edição de Ted Bundy em capa dura, folhas amareladas, diagramação pra lá de especial e claro, aquela fitinha amarela do selo Crime Scene.






» Sobre a história:
Em Ted Bundy: Um Estranho ao Meu Lado, Ann Rule disseca todos os detalhes possíveis sobre a vida de seu amigo, este que ajudou a salvar milhares de vidas ao seu lado em um centro de prevenção ao suicídio, e que mais tarde viria a ser conhecido como um dos serial killers mais proeminentes da história.


» Sobre os personagens:
Bom, como este livro fala sobre pessoas reais, tudo que posso dizer aqui é que observar a mente de um Serial Killer de tão perto, pode ser mais perturbador do que podemos imaginar.

» O que eu achei:
Tedy Bundy foi a nossa leitura coletiva de maio no @3oclockreadingclub em parceria com a @darksidebooks e só posso dar graças a SK por ter lido esse livro em uma LC. Jamais conseguiria lê-lo sozinha, sem dividir minhas impressões com outras pessoas. O porque disso? Acredito que vocês vão acabar entendendo ao longo desta resenha.

Este livro é de longe o que me fez gastar mais post-it para destacar frases, trechos, páginas inteiras e até mesmo anotar duvidas, fatos para pesquisar e impressões. O material que a autora reuniu para que esse livro pudesse existir, nos faz ter certeza de que esse foi um daqueles "trabalhos da sua vida", no qual você dá o melhor de si para entregar o máximo de informações possíveis para os leitores. Acredito que com isso, e com a forma como Rule dispôs essas informações ao longo do livro, conseguimos observar o serial killer perfeitamente através de seus olhos.



Posso dizer que a autora praticamente desenhou um Ted Bundy na minha mente, de acordo com o primeiro contato que ela teve com ele e aos poucos, foi alterando essa imagem conforme o que ela mesma descobria. Tanto que, parece que quando ela finalmente se deu conta de que ele de fato era culpado, foi o meu momento de perceber isso também. Pois até então, parecia impossível aquele amigo compreensivo, atencioso e gentil ter cometido crimes tão brutais.


Ann Rule deixa claro desde as primeira páginas que um dos seus objetivos com este livro é alertar nós (mulheres) que, infelizmente, precisamos tomar cuidado quando escolhemos alguém para compartilhar nossa vida, ou simplesmente quando encontramos um estranho na rua e trocamos algumas palavras com ele. As pessoas podem ser cruéis, capazes de coisas impossíveis de se imaginar ou descrever. Um rosto bonito, um comportamento agradável, nem sempre são sinônimo de bondade.


Porém, ao mesmo tempo que Ann nos dá seus conselhos e nos alerta para que não confiemos em qualquer pessoa - e que mesmo que seja um amigo de longa data, precisamos sempre ter um pezinho atrás - conhecemos Ted Bundy. Não gostaria de falar isso, mas depois de ter lido quase 600 páginas sobre este homem, tenho a sensação de que ele fugia de todas as probabilidades, que nem todo o cuidado do mundo poderia salvar uma de suas vítimas. Como a própria Ann diz em determinado trecho do livro, parece que havia uma "força" que simpatizava com ele. Pois é inevitável dizer que de certa forma ele tinha um tipo de sorte absurda.


"Todas desaparecidas por completo, como se a costura no pano de fundo da própria vida tivesse se aberto, sugado as moças para dentro e fechado sem deixar sequer um remendo na tapeçaria."

Conclui esse livro sentindo um imenso nojo, tristeza, raiva e ao mesmo tempo alivio.

Nojo por saber que já existiu alguém como Ted Bundy e que, infelizmente, ainda existem outros semelhantes.

Tristeza por todas as vítimas de suas atrocidades, pela família e amigos que conheceram um Ted mas que alguns anos depois se depararam com um monstro. Aliás, aqui posso acrescentar que, apesar de na época ele não ter sido diagnosticado com transtorno de personalidade, pra mim, esse diagnostico seria o mais próximo do que ele realmente era. Okay, serial killers tem comportamentos semelhantes ao dele, mas, a forma como ele mudava da água para o vinho e compartimentava a sua vida... Bom, apesar de ser um tanto leiga neste assunto, consigo ver várias personalidades distintas. O que também me fez chegar a seguinte pergunta: E se o verdadeiro Ted Bundy (o serial killer) nunca tiver sido preso ou ter passado pouquíssimo tempo atrás das grades? Pode ser uma teoria um tanto louca de minha parte, mas enquanto ele estava preso e representando o próprio caso, ele parecia assumir outras personalidades. Talvez só as vítimas tenham visto a verdadeira face do serial killer.

"Ele me disse que gostaria de pôr as mãos no homem que era capaz de fazer aquilo - e garantiria que esse homem não tivesse outra chance de repetir aqueles atos..."

Raiva por ver um ser humano com tanto potencial simplesmente jogar tudo fora e acabar seguindo caminhos tão cruéis, quando claramente poderia estar fazendo o bem e salvando tantas outras vidas. Digo isto pois acredito que havia algo nele que, se direcionado à coisas boas, poderia se tornar extraordinário. De uma forma misteriosa ele conquistava as pessoas e conseguia fazer com que elas confiassem nele, trabalhava incansavelmente para atingir seus objetivos (ex: formação acadêmica, ocupar cargos importantes) e conseguia encontrar brechas em momentos e coisas que a maioria das pessoas é incapaz de ver.

E, finalmente, alívio por saber que Theodore Robert Bundy não está mais entre nós. Sim, reconheço que isso pode fazer de mim uma pessoa não tão boa assim, mas o fato é que com todas as brechas que ele conseguia encontrar e a forma como se agarrava a elas, sempre seria só uma questão de tempo até que ele estivesse livre novamente e o pior, matando ainda mais pessoas. Só consigo ficar aviada por ele ter se boicotado nos julgamentos e finalmente colocado um fim em tudo isso. Com Ted Bundy vivo, a sensação de segurança parecia ser impossível.

"Se Ted não fosse executado, iria, de alguma maneira, encontrar um jeito de fugir."


Enfim, eu poderia ficar aqui escrevendo por horas e horas até conseguir encontrar uma forma de contar para vocês exatamente como foi a minha experiência com esse livro, mas aí não teria graça, né? O objetivo das resenhas é sempre contar um pouco e instigar outros leitores a darem uma chance para determinado livro. Então, leiam Ted Bundy! Algumas partes podem deixar o estômago de vocês embrulhado e outras com certeza vão fazer vocês darem uma longa pausa na leitura, mas acreditem em mim, é uma leitura essencial. Principalmente pra nos fazer prestar mais atenção as pessoas ao nosso redor e conseguir ativar o nosso alerta quando algo parecer suspeito.



❔| Você já leu este livro ou assistiu algo sobre Ted Bundy? O que você pensa sobre? Me conta aqui nos comentários e vamos bater um papo.
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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Filmes: Vamos falar sobre I AM MOTHER?!
22:07:001 Comentários



Informações técnicas:


Título: I AM MOTHER
Ano: 2019
Gênero: Ficção científica e fantasia
Duração: 1h 53min
Classificação indicativa: 14 anos.
Sinopse: Após a extinção da humanidade, uma adolescente criada por uma robô encontra outra humana começa a questionar tudo o que aprendeu sobre o mundo.
Minha classificação:★’s



Minha opinião leiga:

É claro que apenas o fato de ter descoberto que a minha rainha Hilary Swank estava no elenco, já foi motivo suficiente pra me fazer querer assistir este filme. Mas confesso que não fui com expectativas tão altas assim, já que não costumo gostar muito de filmes que misturam humanidade e máquinas. Ainda mais quando a humanidade basicamente foi exterminada na história. Talvez eu seja um pouco traumatizada por já ter assistido alguns péssimos filmes com esse tema? Talvez haha.

Mas, eis que I AM MOTHER se mostrou um filme emocionante, capaz de me arrancar algumas lágimas.

De fato os humanos morreram e o poder para que a terra fosse reabitada, foi deixado nas mãos mecânicas de uma máquina. Mas, não é apenas uma máquina. É um droid programado para ser mãe, cuidar de seus filhos desde o nascimento.

Por mais bizarra que possa ser a ideia de ter um humano chamando uma máquina de mãe, ao longo do filme acabamos nos acostumando com isso. Tanto que, pra mim, a cena mais emocionante do filme todo foi protagonizada pela mãe (droid) e pela filha (humana).

Mas é claro que tenho muitas considerações a fazer entre o início e o final do filme. A primeira delas é que apesar de não conhecer a atriz que fez o papel principal, achei que ela simplesmente arrasou na interpretação. Ela conseguiu transmitir emoções que considero essenciais para que eu pudesse me sentir dentro da história.

A parte visual também é bem caprichada, mas, considerando que passamos mais de metade do filme trancados em um abrigo de concreto... Bom, eu particularmente esperava que fosse algo bem feito já que não há tanto cenários assim.

Pra mim, um dos grandes pontos desse filme, e também o que conseguiu me prender por quase duas horas no sofá sem nem ter sentido o tempo passar, é que é impossível saber em quem confiar. São tantos sentimentos e situações conflituantes que é impossível você encontrar um meio termo e confiar cegamente naquilo. Mas o que ficou óbvio é que, por mais que sejamos criados por máquinas, nunca vamos deixar de ser humanos.

Enfim, tenho a famigerada sensação de que ficou algo escondido neste filme, não sei dizer o que exatamente. Mas claro, quem já assistiu deve ter percebido algumas pontas soltas e é provável que já tenha criado suas teorias, assim como eu criei as minhas. Mas, preciso confessar que nenhuma delas faz muito sentido haha.

Será que teremos um segundo filme? Ainda não vi nada sobre isso e também não sei se quero acreditar que terá ou não. Gostei deste, mas ao mesmo tempo, sinto que faltou só um pouquinho para concluir tudo. Ou seja, a menos que haja outro lado imenso sobre essa história, fazer um filme só com esse pouquinho que faltou, não faria sentido nenhum.

Mas enfim, essa é só a minha opinião. Agora quero saber a sua! Me conta aqui nos comentários se você já assistiu I AM MOTHER e o que achou.


Se você ainda não assistiu, aproveita e clica aqui pra conferir o trailer.
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